sábado, 23 de novembro de 2013

TRAIPU TERRA DA GENTE PENEDO NUMA CANOA DE TOLDA. Era muito pequeno, mas me lembro, vagamente a ida para Penedo numa Canoa de Tolda, de seu Jazon Palmeira. Alem da tolda original da frente,foi feita outra de lona e esteiras no meio,par proteger todos contra as intempéries.Eu meus irmão maior ,minha mãe,saímos de Traipu,pela tarde.A canoa vinha bordejando.Ora estava margeando Sergipe ,ora Alagoas,nesse vai e vem até escurecer,quando chegamos perto de Amparo de São Francisco.Dentro da canoa,já tinha tudo. Hora de tomar o jantar.O café era feito em cima do beque de traz,sob uma chapa de ferro num fogãozinho a carvão.Sob a luz do lampião,e no claro da lua,tomamos nossa refeição.Não tinha muito o que fazer ou ver se tudo era quase escuridão.Já não tinha mais vento para bordos.O canoeiro agora tinha que zingar de rio abaixo,a noite toda.Fomos dormir,só acordando com o sol nascendo no porto de Penedo,precisamente na rua dos Pescadores. Fomos a casa de minha madrinha Aparecida ,uma irmã, de criação.Ela fora criada por minha mãe antes de casar e vim morar em Penedo. A Canoa ficou nos esperando no porto até minha mãe resolver os problemas dela de saúde. Tudo era distante, e o lugar mais próximo para resolvermos os problemas nossos daquele envergadura,só Penedo mesmo,onde tínhamos apoio para aquilo.Nunca eu tinha viajado para fora na minha vida.Não tinha nem noção como poderia ser o outros Lugares.Vendo Penedo,la no pé da rocheira,uma cidade Antiga de Casarões bonitos,estilo colonial, de uns sobrados velhos, escurecidos pelo tempo,muitas igrejas Barrocas,casa da forca,canhão no pátio de uma praça apontado para o rio ainda resistiam ao tempo,mostrava a era do apogeu daquele lugar.No comercio frente ao rio uma feira grande,com muitas canoas encostadas no cais.Não tinha sido tombado como patrimônio publico essas construções.Mas achei bonito,acolhedora ,de pessoas educadas.Era véspera de feira,que as carroças de burros passavam carregadas de carne bovina vindo dos matadouros.O movimento se via,coisa que não acontecia em Traipu.Tinha uma ladeira bem em pé,onde passamos para ir para a casa do doutor.Resumindo minha mãe resolveu seus problemas.Estávamos desocupados.Gostei muito de lá ,mas minha terra era melhor,eu vivia num céu.A saudade de minha casa,já batia no meu peito. Apressava minha mãe,mas minha madrinha dizia deixe de vexame.Nunca minha mãe tinha deixado a casa a dela só.Também tinha necessidade de voltar logo.Compramos o que devia.Embarcamos com os dando adeus aos meus parentes.Finalmente os panos são abertos e a canoa pega o rumo do sertão.Chega de praia.As paisagens dali eram planas,diferente do sertão.Dava pra ver Neopolis ao longe,e Carrapicho de frente,lugar onde tem artesanato de cerâmica.De panos cruzados ,a imponente Cananéia parte. Diz o canoeiro ali é a barra de Igreja Nova onde o riacho Marituba,enche a vasta planície da vazante de Igreja Nova,para lá mais de dez quilômetros de várzea a dentro. Mas na frente ainda em Alagoas,muitas mangueiras,pelos vales,nos combros não deixavam ver as casas direito,Chinaré.lugarzinho de casas afastadas e escondidas.Aqui acolá uma fazenda e com a bela residência, em cima dum pequeno morro.A canoa sempre de panos cruzados,rompendo a beirada sergipana duma ilha.Vamos em frente.São quatorze léguas para vencer a correnteza até Traipu.Muitos lugares que passamos não lembro mais o nome,mas tinha morro de um lado, planícies e mais morros.Tudo era bonito de apreciar.Ate que anoiteceu.O vento fracassou.Tivemos que dormir no meio do caminho.Passamos por muitos pescadres em atividade,tanto de tarrafa,de redes e até de linhas de mão.Eles apoitados nos remansos,pacientemente ferrava algum peixe,para sua alegria.Mas na canoa que a gente ia ,tinha tudo,era como ma casa.Encostamos numa de pescaria para compramos um peixe ,cardápio do almoço.Lá pelas dez horas dava para sair,o vento já soprava .Andamos a principio devagar,as vezes os panos ia só dum lado,mas depois que panos estavam cruzados, a velocidade aumentava.Sentia as águas serem cortado a pela proa com a rapidez da canoa.De dentro da tolda,pela janelinha estirava a mão e pegava na água do rio,fazendo um barulho,como se tivesse medindo a carreira.Logo mais adiante se avistava Traipu entre cinzas branca,que se formava devido a distancia.Era a hora de aportar.Finalmente já chega de viajam,Estava bem e feliz sentindo o solo Traipuense nos pés.Sim agora estava no meu paraíso.Me sentia feliz da vida.Tudo estava como antes..Antes pensava que todo lugar era igual aquele ali onde eu vivia,nunca tinha noção de como era os outras cidades.Conheci outro mundo, alem daquele meu .O meu é melhor,valeu a pena. Curtir • • Seguir (desfazer) publicação • 19 de novembro de 2012 às 13:47 Lucinéa Santos, Elmanuel Machado, Júlio C. Houly César e outras 5 pessoascurtiram isso. Júlio C. Houly César Fiz muitas vezes a viagem Traipu - Penedo;não de canoa mas nas lanchas TUPÃ, TUPI E TUPIGY, que acho nem existem mais; Ciro Machado TRAIPU TERRA DA GENTE EMERGENCIA Peço aos amigos que não se zanguem com as muitas besteiras que escrevo. Sei que a expectativa é uma, mas mesmo assim, acho que alguma coisa desses casos, deixa alguma lição, para ser refletida.Por exemplo quero antes de contar afirmar, que gritar as vezes é a solução para alguns problemas.Tem até um ditado ,quem não fala Deus não ouve.Você sabe porque as igrejas,evangélicas se enchem de gente,hoje?O que não podemos é ser ignorantes, e desbocados com palavra que ofendam, ou de baixo calão. Mas soltar nossa voz pedindo socorro, ou coisa assim, vale a pena. Tudo, porem têm, suas conseqüências negativas. Estudando no Colégio Agrícola, morando no próprio colégio,que funcionava como internato, no município de Aracaju,já passava do primeiro semestre escolar. Éramos perto de seiscentos alunos e umas cento e cinqüenta alunas. Só os dormitórios eram separados. Vivíamos dia e noite naquele colégio fazendo suas refeições as três vezes por dia.O cardápio,não seguia regra de nutricionista.Acho que eles compravam o que melhor lhe conviesse,ou que fosse dentro do orçamento e do agrado,dos diretores.As vezes eles faziam refeições conosco,para nos provar que a comida era boa.No entanto, era deficiente em elementos como cálcio e outros nutrientes. De repente nas pequenas quedas ,que levávamos,havia quebra de algum osso, perna, braços. Nos jogos, quase todos os dias tinha gente de braço quebrado, canela rachada. O colégio, já gastava dinheiro com hospital, mais que o normal, para remendar braço ou perna de aluno. Deduziram que era a alimentação. Foi preciso, muitos fraturar ou quebrar ossos, para que revissem o erro,e tomassem providencias.Estávamos carente de substancias. Introduziram ovos e leite nas refeições. Até mais da conta..Santo remédio,nunca mais ninguém quebrou nem uma Tibia,nenhum osso. Até eu,no vestiário escorreguei ,caindo sobre o braço, quebrando os dois ossos,rasgando o coro ,devido o nervo envergar a mão para trás. Foi a única vez que desmunhequei!.Quando vi aquilo fiquei desesperado. Chamei os colegas, e imediatamente fui conduzido para o Hospital de Cirurgia de Aracaju.A gente tem substancias dentro de nós,liberando anestésicos próprios,porque vendo aquilo tudo o sangue correndo e não sentia dor.Quando o carro passou no portão, do Hospital,um meu colega perguntou como tava se doía.Eu disse que não.Tava tudo bem.Ele então recomendou:ta na hora de gritar.,Abra o berreiro,grita muito, que o socorro é na hora,senão você mofa no corredor.Assim fiz.Chegou no mesmo instante, uma equipe de médicos,me colocando numa maca, em menos de meia hora o braço já estava enfaixado,tirado raio x,caso resolvido , já voltando para o Colégio.Mas como tudo tem suas conseqüência,aquela equipe de carniceiro,dizia, enquanto ajeitava me braço,cabra frouxo,agüente firme deixe de ser mole. Nem desconfiaram que aquilo fosse fingimento. Fui um bom ator. Todos os procedimentos foram sem anestesia e com urgência.Eram estagiários,médicos novatos, que aprendiam, também me fazendo de cobaia.Quem não grita não vende seu peixe! Mas valeu a pena! Ciro Machado O RODEIO Chegaram uns toureiros em Traipu,só com armação do curral, a lona de proteção,e pouca coisa mais.Queriam brincar tourada,coisa que há muito não se via lá e redondezas.Foi armada na rua da ponte.Ainda era no Barro e não tinham as casas de baixo,perto do rio.Todos ficaram apreensivos gostara,queriam assistir.Os fazendeiros cediam alguns rezes,as mais afoitas para aquele evento.Mas o gado de um brincava um dia,no outro seria de outro e assim por diante.Ninguém tinha gado arisco suficiente para mais de uma noite.eles até que davam o recado direitinho quando uma ou outra vaca ,garrote ou boi queria brigar,e partia para cima.Os toureiros tinham coragem,até pulavam montando no pescoço do boi na hora que ele investia contra o toureiro.Bastião Chaves e outros tomavam cervejas dentro da arena,zombando do boi ,que as vezes os faziam correr,ou subir,nas cercas.Os toureiros interferiam,protegendo-os.Vieram também me pedir,umas reses.Cedi algumas ,que apesar de mansas no meu cercado,depois de acuadas entre o curral e a platéia gritando, brigou pra valer.Antes ,na bilheteria estava o dono daquele evento,quando cheguei com meu vaqueiro e meu irmão para entrar.Veja, tinha cedido aqueles animais sem receber nada em troca.Na entrada disse que se tratava de meu vaqueiro o que conduziu o gado e meu irmão.E le com a cara de pau veio cobrar a minha entrada,para eu ver meu gado brincar,dizendo que já tinha colocado dois.Imediatamente,ameacei retirar minhas reses do curral,para que ele desistisse de tentar me cobrar.Tinha feito o mesmo com os outros criadores,que já,não mais cediam seu gado nem mesmo pagando.Ele tinha gostado daquelas minhas garrotas.Me perguntou se eu poderia trazer-las outro dia,para mais outro espetáculo.Ele ficou só na vontade,porque não mais nem cedi gado para sua tourada,nem ninguém,tendo que sair de Traipu,para levar suas tralhas para outra praça,as custas da prefeitura.Disso ficou uma lição que aprendi ligeiro.A ingratidão é o lago onde os insensíveis se afogam. Coisas da vida! Ciro Machado

Um comentário:

  1. Olá Ciro. Sou seu leitor. Talvez um dos canoeiros da canoa de tolda do Jazon, a "Candelária", nessa sua viagem tenha sido o meu pai: Toinho, posteriormente, mais conhecido por toinho eletricista. Sou o "Luiz Antônio", filho de Toinho. Hoje não tenho mais o Äntônio"no nome. Quando do meu registro, o escrivão, Seu Antônio Bento, àquela época estava um pouco surdo, não escutou que era para registrar Luiz Antônio e por isso registrou apenas Luiz dos Santos. Descobri, muitos anos depois. Apenas na Certidão de Batismo constava Luiz Antônio. Moro em Minas Gerais, no Vale do Aço. Sou advogado e sociólogo. Seus escritos já merecem um livro. Sem dúvida, nós traipuenses seremos todos muito gratos a você e correremos à livraria para adquirir o seu livro com belas crônicas sobre a nossa querida terra.

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