sábado, 23 de novembro de 2013

TRAIPU TERRA DA GENTE COISAS DE TRAIPU 006- COISAS DE TRAIPU FESTA DE MUMBAÇA • A festa do Nosso Senhor dos Pobres, em Mumbaça, no município de Traipu- Alagoas tem no primeiro de fevereiro, seu dia principal. Chegam varias caravanas de cidades, dos estados de Sergipe, Bahia e dos municípios vizinhos. Vêm em ônibus, vans, e carros particulares, para pagarem suas promessas, e graças alcançadas, com a intersecção do Santo milagreiro. Ouvem-se muitos depoimentos de testemunhos de curas e milagres. A fila dos devotos, que se espremem para visitar O Senhor dos Pobres, é imensa, com mais de quinhentos metros de comprimento. Começa na direção oposta à igreja, voltando ao ponto culminante que é, no altar mor, onde fica a imagem do Senhor dos Pobres. Por uma escada chegam até o santo, carregando como lembrança um pedaço de fita, benta. .Num cofre Baú, na passagem ,colocam suas ofertas em dinheiro. Num canto da igreja, deixam os votos de madeira, como cabeças, pernas, braços, etc., Mumbaça é uma comunidade de quilombolas, situada entre pequenos morros derivados e visinhos a serra da Priaca. Goza de um clima de agreste, com muitas fontes e minaçoes. A festa da fonte, logo pela manhã se torna o maior aglomerado de pessoas, que em redes cearenses, ficam debaixo das arvores centenárias, Muitos se refrescam com os banhos de bica e de piscina natural do local. De uma caixa azulejada, verte água que dizem, ser curativa. A festa tem também seu lado profano, com bares, jogos de azar, e danceterias, Muitos comerciantes aproveitam a ocasião para venderem de quase tudo ,a partir de cadernos, cordéis, comidas, brinquedos, roupas, bijuterias, até eletrônicos. No dia seguinte a procissão do Senhor dos pobres encerra as festividades. Por: Ciro Machado 011-TRAIPU NOSSA TERRA SORRINDO DO TEMPO FUGA FANTASTICA DE ASSA OVO O tempo passa, a vida continua, mas a gente não se esquece da conversa, daquele cavalo de pau que deu Assa Ovo ,na frente da casa de Joaquim Norato pai de Vera de Cândida, para se livrar da policia , que já estava lhe esperando de arma em punho. Queriam impedir sua fuga que foi sensacional. A caminhonete Chevrolet 59, com certeza roubada era o transporte desse assaltante, que viera visitar sua família moradora da Rua do ABC, numa casa testa de Bode, da cidade de Traipu. Passava anos sem aparecer, mas quando vinha,era novidade, porque sua fama corria terras atravessando fronteiras. Roubava com classe diziam, era assaltante de luxo, vivia alinhado, impecavelmente, conseguindo casar com uma filha dum fazendeiro rico de Minas Gerais. Era assim que as noticias sobre ele circulava pela cidade. Em Traipu nenhum carro tinha nessa época. Mesmo a prefeitura utilizava cavalos, para se dirigir ao interior, até o padre, andava num pangaré ruço. Era seu transporte, quando ia ao interior rezar nas festas ou dizer as missas. Aparece esse cara com sua mulher, muito bonita, crescendo a inveja de certos conterrâneos, que se importava com os outros. Correm para a delegacia que era perto avisando a policia que o maior ladrão de Alagoas Assa Ovo estava na cidade. Tinha trazido jóias e presentes para os familiares. Seria tudo roubo segundo os boatos. A policia agiu rápido baseado no ouvi dizer. Foi esperá-lo, na única saída da cidade. Cercaram a porteira, deixando-o acuado com um boi encurralado. O local era mais ou menos onde hoje é a Praça Virgem dos Pobres. O carro de carroceria longa estava descarregado, leve, portanto para um rabo de arraia. Tinha tração traseira, ficando melhor para a estratégia da fuga. E ele estava preparado para qualquer emergência. Assa Ovo, assim que avistou o contingente armado atravessado na estrada,se preveniu,jogou uma primeira, marcha de força, deu uma arrancada nem escutando a ordem de parada. A terra solta do verão deixada pela passagem de carros de bois media meio palmo. O motorista vendo a barreira jogou o carro em cima dela. Um cavalo de pau bem dado levantou uma nuvem de poeira, cegando os policiais, e demorando mais de dez minutos para dissipar. Os militares pularam de lado enquanto Assa Ovo, aprumava seu carro, depois da rodada. De arma em punho depois do susto viram, de longe já na subida do campo, o carro desaparecer na nuvem de poeira deixada. Não deu tempo de dispararem nem um tiro. Também foi a ultima vez que Assa Ovo voltou a sua terra natal. Dizem que até ai, ele nunca tinha matado ninguém. Roubava com classe, e só ricos. E agia só, nunca teve quadrilha. Mas em Belo Horizonte cometeu um assassinato, que colocou os homens da lei, na sua cola, até lhe matarem. Era tido, para alguns um herói fora da lei. Mas acho que bandido é bandido. Também , quando menino foi o que sempre aprendeu, roubar ovo dos quintais lhe rendendo esse nome Assa Ovo, sendo escorraçado, ainda menino da sua terra. Lembrando o passado, no Sorriso do Tempo! Por : Ciro Machado 018-TRAIPU TERRA DA GENTE NO SORRISO DO TEMPO O “REI DO BAIÃO EM TRAIPU” "Minha vida é andar por esse País,pra ver se um dia descanso feliz..." Luiz Gonzaga nas suas andanças não poderia descansar sem ter passado em Traipu/AL. Quando "Seu Luiz" puxou sua sanfona, na porta do hotel de Dona Lurdes de Zé Gundim, o povo traipuense vibrava de alegria e uns empurravam os outros, derrubando o murinho do hotel, que separava o cantor do público. Queriam ficar mais perto do sanfoneiro pernambucano que já cantava Saudades de Maceió, como os fãs agem quando querem autógrafo, (naquele meio de espectadores poucos sabiam ler, nem tinham noção do valor não sabiam nem o que era um autografo), não existia esse costume, mas queriam estar pertinho, escutar de perto. O evento não contou com aparelhos de som, nem a luz do de motor acendeu, o som vivia com defeito, por isso cantou a luz da lua, mesmo assim,um fez sucesso. Era um jeito, para aprender as músicas que no rádio já começava tocar. Muita emoção. No meio e no Final do show, havia a arrecadação de fundos para o artista continuar a caminhada. Ficou na história de Traipu, e olhe bem o "Seu Luiz", filho de Januário, não era tão famoso, suas músicas estavam sendo divulgado assim, Cidade a Cidade. Essa passagem por Traipu foi o maior presente da época pra os nossos conterrâneos. Luiz Gonzaga cantou para os pobres, para os ricos, e todos que não podiam pagar seu show. A excursão seguia para Sergipe e daí pra frente. D. Pedro II também passou por Traipu, mas ao contrário, deixou fundos e ajudou na reconstrução da igreja de N. S. do Ó, que so´tinha uma torre, por ocasião da ida a Paulo Afonso/BA, fazendo pernoite no sobrado que hoje é de Berilo Mota. Dois reis tiveram em nossa terra. Esperamos que um dia ainda venha os dois reis vivos, consagrados pelo público, Roberto Carlos e Pelé. Mas o maior agradecimento é saber que do céu, um "Rei" maior está olhando por nós, traipuenses...Relembrando o passado no sorriso do tempo! Por:Ciro Machado 020-NO SORRISO DO TEMPO TRAIPU TERRA DA GENTE RETRATO DA SECA Ontem à noite, não pude dormir direito com os gemidos dolorosos de uma vaquinha que morria perto do curral nos fundos de minha casa. Se fosse um animal comum, que eu não conhecesse, já teria motivo suficiente para ficar abalado com pena, quanto mais esse, de minha criação, do meu convívio, que vi nascer, crescer, dia a dia como um ser de casa. Foi demais para mim. O berro tristonho, de dor e angustia que eu ouvia me deixava muito triste sem ação, sem sono. Só desejava ver o fim daquele sofrimento, daquela agonia. Muitos animais de minha criação já morreram distante de casa e de minhas vistas, sem eu ver ouvi sua reclamação, mas esse eu presenciava aquele martírio, me cortava por dentro. Peguei a lanterna, por instinto, cheguei perto como se fosse dar meu adeus. Se esperneando, retorcendo de dor, agoniada gemendo,sem entender o que lhe esperava, resolvi sair, já que não tinha o que fazer. Não tive coragem para outra decisão. Será se alguém tinha coragem de abreviar aquilo? Dar um tiro de misericórdia? Outros casos eu só tomava conhecimento depois do animal, morto. Tinha o prejuízo, sentia pena, mas sem comparação. Essa vaquinha que todos os dias me abaixava aos seus pés para retirada do seu leite, que me serviu de alimento, era muito próxima, e arriou de fraqueza, muito perto, no meu quintal. Dei ração, dei soro, fiz tudo que podia, para salva-la, foi impossível. O bicho fraco, quando arria não tem jeito,perde as forças, definha, com certeza morre. O verão prolongado sem chuvas,a seca tremenda que enfrentamos, arrasou tudo que se tinha nos cercados, para esses bichinhos comerem. Vivem o dia todo batendo o queixo no chão, cavando com o focinho as raízes de alguns capins secos que ainda encontra. Dava um reforço de farelo, mas é pouco. Precisa também de volumosos, e não se tem. Estão desnutridos sem força. A doença pior que existe, é a da fome. Os germes transmissores de moléstias da terra já não fazem mal, morreram com a quentura da terra ou fugiram do sertão. Não choveu. Não deu para fazer silagem, nos prevenir. Não pude armazenar alimentos para a seca. A precipitação correu morro abaixo, não jogou água nos açudes. Secou o resto que tinha. Todo animais aqui, só tomam água, que eu compro. O sofrimento do criador sertanejo é grande. O governo quando chega com alguma ajuda já é no fim. A burocracia impede de salvar o que resta. O sol quente escaldante faz subir do chão uma poeira de vapor fervente, que chega a doer nas vistas. O vento que passa baixo levanta o pó quente do barro vermelho, A evaporação puxa das funduras qualquer umidade que possa enverdecer arvores grande. Ultrapassa o solo ativo, vence o inerte chegando ao subsolo, ou rocha mater. Racha todo o chão. O mato é um conjunto de esqueletos de galhos retorcido e espinhos venenosos. Até a macambira e o mandacaru murcharam. E nós sertanejos, que tentamos ser fortes, aguentarmos o choro calado. No coração a dor latejante, da perda daquelas criaturas que sofrem esqueléticas com fome, fere mais que um punhal na alma. Quando amanheceu o dia, fui lá e vi os olhos fundos daquela vaquinha, abertos e inertes, cheios de lagrimas cristalizados pelo calor, olhando fixos sem vida, para mim. Passou na hora, um filme dentro da minha mente. Lembrei do dia que ela nasceu. Era época chuvosa, muito pasto tudo verde, vira seu primeiro berro, quando cambaleava a procura da mãe,que se ajeitava oferecendo a teta. Ela lambendo os restos do parto, deixava-a limpinha para a primeira mamada. Continuei pensando no seu crescimento aos pés da sua mãe, quando a peava para retirar o leite. E até no dia que ela resolveu virar vaca aceitando o touro, para cobri-la. Nove meses depois assisti seu parto. Vi-lhe feliz lamber sua cria, a fazer o mesmo que a natureza lhe ensinou, igual a o que sua mãe tinha feito. Procurar sua filha, ajeitando-a com a cabeça para que ela acertasse suas tetas. Tirei muito leite, do bom, todos os dias. Era bonita gorda, amorosa, amiga. Mas agora, no final dessa fita, lhe enxergo muito seca. Não tem mais leite, e nem vida. Ela até nome tinha, e me obedecia quando a chamava ele. Eu chamava para dar ração, obedecia cegamente de cabeça baixa. Mas nem tudo que a gente quer acontece, e um dia chega à separação. Não imaginei que isso fosse acontecer assim tão natural e triste. Isso doeu demais, foi de cortar o coração. Na realidade perdi só uma vaca. Porem, só sabe realmente o valor de uma dessas, quem cria assim de pequeno, de novinho, convivendo dia a dia. Repito, não foi qualquer uma. Essa era de casa. Assisti todo seu sofrimento, participando dele também. Que esse caso sirva de lição. Que as pessoas respeitem os animais, tratando-os com carinho. Que a seca seja um caso de passado com o presente da chuva. Que o milagre das águas, pinte e perfume a vegetação do meu sertão, com o colorido das folhas o aroma das flores. Com a brotação das sementes e o viço dos vegetais, trazendo alegria, vida e fartura para tudo e todos! Autor: Ciro Machado COMO RESPEITAR A CULTURA Quando entramos na escola a primeira coisa que estudamos sobre história é o descobrimento do Brasil, o desenvolvimento das povoações, a independência, as invasões e tudo mais. Começamos por um relato desconhecido e estranhos ao nosso entendimento,apesar dos registros,mas de difícil assimilação. Chega ao ponto de nos faltar interesse ,como iniciantes nos estudos de aprendizagem,por tudo aquilo totalmente estranho.Eu encontrei muita dificuldade como entender certos assuntos da nossa historia desde o descobrimento do Brasil.Sabemos que as coisas começaram com a chegada de outros habitantes das outras regiões,gerando todo esse conteúdo ,da nossa história.A gente,nas escolas, chega ao ponto de estudar esses temas só com um fim comum,passar de ano,tirar boas notas e mais nada.Por esse motivo acho que deveriam repensar a maneira de ensinar a nossa história.Quem sabe se começarmos primeiro, estudando a historia de nossas famílias, depois como se formou nossa comunidade,seguindo de nossa Cidade,ate sabermos do nosso Estado e por fim ,chegamos a historia do Brasil.E assim por diante.Sei que alem de haver interesse haverá uma melhor assimilação criando amor a cultura e a cidadania.Talvez por esse motivo muitos querem extinguir o que já tem de avanço na memória que já se encontra tão destruída. Vamos repensar nisso. Aqui afirmo que é só uma opinião individual, e um ponto de vista dum cidadão leigo, mas admirador das coisas belas que deixamos de vê-las curti-las e conservá-las. TRAIPU TERRA DA GENTE OLHO DAGUA DA CERCA (Origem) Muita gente conhece Olho d Água da Cerca, mas não sabe ao certo sua origem.Dizem alguns estudiosos que a palavra “Mirigongo”,tem haver com holandeses,que fugiram das batalhas entre Portugueses ,e outras nações,quando disputavam terras nesse vasto Brasil.Adentrando pelo Rio são Francisco depois do ano de mil e quinhentos e poucos,o Baixo rio São Francisco,transformou-se num caminho para exploração desses colonizadores,a procura de riquezas minerais e outras.Acredito que alguns imigrantes,descendo nas terras Traipuenses, inclusive holandeses ,partiram para as serras ,no interior,a procura riquezas, fácil por ter de água ,frutas,alem de caças.Isso bastava para se fixar no local.Se muitos saiam dos seus países aventurando-se em navios inseguros pelo alto mar,a procura de terras brasileiras, mesmo assim sem ter uma certeza ,se atreviam a tal ponto,porque não fizeram isso de interior a dentro, no município de Traipu.Acredito que saíram por trilhas abertas com facões , fácil de chegarem nesse Oasis,chamado Olho d Água.Alem do mais la tem proteção de arvore de grande porte,pertos das minas de água, para se esconderem,subindo a serra ,observando de cima ,o perigo,o inimigo.Olho d Água, deveria ser um lugar ideal,para isso.Alguém cercou um brejo,Minador ,sendo encontrado por quem deu o nome daquele Olho dÁgua, da Cerca.Depois de descoberto as minas do precioso liquido,por todos os cantos,como é rico o lugar, a exemplo de sítios,Laranjeiras, sitio de Maneca ,Marinheiro,sitio de Olha d Água da Pedra, ,nos Manteigas,na Mata do Tanque,etc,.e muitas outras fontes de água doce,teria bastante facilidade de defesa,quando o inimigo se aproximasse,deslocando dum ponto para outro.Como não se tem registro dos primeiros habitantes desse povoado,lanço aqui minha observação, suponho ,essa minha curiosidade.O povo desse lugar,tem pele branca,fala característica, diferente do homem moreno, descendentes da mistura de índios e negros, de quilombolas,e dos portugueses.Acredito que em Mumbaça e Priaca ,também tiveram outros pequenos grupos de outras nações,formando famílias ali ,por causa das fontes de água doce.Sei que esse povoado próximo a Traipu, e fica escondido entre morros,com diversas saídas caso fossem atacados.Quem sabe se alguém se interesse em estudar e desvendar ainda esse (mistério),tema em particular sobre esse povo,muito trabalhador,honesto,que também é muito recatado.Fica o desafio!----Obs:no Nordeste- nego é galalau,Mirigongo é galego. Outra OBS:- Hoje fiquei a saber da “raça Mirigongo". Os holandeses também conhecidos por mafulos (ver Brasil em 3 penadas) administraram o Nordeste Brasileiro durante mais de quarenta anos sob o comando de Mauricio de Nassau até serem expulsos pelos Tugas em várias batalhas, culminando com um pacto assinado no ano de 1645 pelo luso-brasileiro saído da Ilha da Madeira, João Fernandes Vieira. Alguns desses holandeses refuguiaram-se no sertão das Alagoas miscigenando-se com os sertanejos tendo daí saido uma étnia (raça) de gente loira, homens e mulheres, ambos bonitas, feições arianas, de olhos azuis ou cinza a quem os índios xucurus chamaram de Mirigongo; As gentes do meio urbano chamam a estes de galegos mas em realidade, galegos são os Tugas oriundos da parte norte de Portugal, antigo reino Galaico-Dourience que se estende do rio Mondego até La Coruña em Espanha, actual Galiza. Consulta bibliográfia: Escritos Alagoanos de Mário Marroquim ---------------------------------------------------------------------------------------------------- GAZETA DE ALAGOAS-Edição do dia 09 de dezembro de 2007 O Pequeno Príncipe (TRECHO) Ninguém sabe de onde veio, nem ele, certeza apenas que sua origem é sertaneja. A mãe o abandonou na Praça do Centenário quando Maurício não havia completado oito anos. Era um menino bonito de chamar atenção. Olhos azuis, vivos, ficavam procurando se fixar em algum lugar, pareciam pedir socorro. Sozinho, chorando, ficou a vagar pela cidade grande, sua pele alva e cabelos louros, mostravam sua descendência de holandeses fugitivos, expulsos de Pernambuco pelas tropas portuguesas, se esconderam, se embrenharam, se fixaram no sertão nordestino, se miscigenaram com caboclos, aparecendo essa raça de galegos sertanejos que os índios Xucurus de Palmeira dos Índios chamam de mirigongos.

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