sábado, 23 de novembro de 2013

TRAIPU TERRA DA GENTE PARA PIRANHAS DE TRAIPU MARGEANDO A RIBEIRA Era esse caminho que eu e meus amigos ainda rapazinhos, viajávamos para curtir a festa de Piranhas no dia dezoito de janeiro.Era a festa de São Sebastião.Luiz Tavares ainda era o prefeito de Traipu.A luz de lá era a motor.Esse motor servia para as festas de Olho D Água,Mumbaça,Piranhas ,Capivara Manueis,Lagoinha,Bom Jardin, Santa Cruz ,e todos as outras localidades.A posteação e os bocais, existiam nesses lugares,mas a luz só nos dias da festa,durante as novenas e o dia principal.Um motor só servia a todos os povoados.Se aproximava a véspera da ida,nossos cavalos,recebiam uma ração suplementar de milho ,que tinha ficado um dia de molho.Era um reforço,para agüentar sem problemas a viagem de sete léguas de beiço,como diziam os matutos.Luiz Belota ,Miguel seu irmão,Helio de Mane Aprígio, e mais outros que nos acompanhava ,mas não me lembro no momento,estavam com selas untadas de óleo e sebo, tudo pronto,e o meu cavalo Semblante também no ponto.Augusto era genro de um senhor de lá e já teria ido dias antes,com sua família.Era um apoio,pois conhecia todo mundo de lá.A gente já conhecia poucas pessoas.Tinha um fogueteiro muito amigo nosso seu Leonardo,que emprestava seu cercado para alojar nossos animais e descansar da viajem,durante ,o resto da tarde e a noite.A festa era na base da luz do motor diesel,que parecia mais uns candeeiros,de tão fraca.Mas dava para ver as meninas,e arrumar namoradas.Saímos da rua passando na fazenda de seu Aurélio Matos,o começo de nossa viajem,a esquerda ela tem uma lagoa que recebe as águas da várzea do Traipu,subimos e descemos a ladeira da Botija,seguimos pela estrada Saco das Pedras,cujo caminho corta essa propriedade ao meio .Tem muitos muluguzeiros e estão floridos de vermelho,muitos bonitos,por sinal.No lado esquerdo tem a lagoa parecida com um saco entre um morro de Pedras altas, que sai na várzea ,Na porteira dessa fazenda tem uma canafisteira bem grande de tronco envergado parecendo um banco.A esquerda é a entrada para a Fazenda Lagoa do Boi ,indo para a várzea Dio Rio Traipu.Essa fazenda Saco das Pedras pertencia ao finado Sinhozinho,deixando-a para sua irmã Maria Julia.Tem muitas cercas de pedras,ainda feitas no tempo dos escravos.São diversos cercados, enfileirados,do lado direito.Passamos depois pela Boa Sorte de Ismar Matos,onde fica a lagoa Comprida.Muitas Baraúnas na estrada e uma casinha de oração,desse lado esquerdo.Logo na frente a Boa Sorte de Luiz Tavares.Passamos entre o curral do lado esquerdo e a casa sede do outro lado,No caminho encontramos algumas marizeiras,canafistulas e braúnas.Do lado direito é o Tingui de Tonho Neto,onde uma porta d agua nas grandes cheias represava as águas vindas da várzea do rio.Seguindo vemos uma cerca de pedras,acompanhando a estrada.A esquerda são baxios, da Boa sorte,Dava para se ver a mata ciliar de muitos paus jaus,marizeiras,folha miúda ingazeiras etc, beirando a ribeira,mais na frente a entrada da fazenda do PE do Banco,bem na divisa ,com o Magro de Dede Palmeira. A Fazenda Magro tem uma igrejinha no estilo colonial.No lado direito da para ver a lagoa no fundo das casas da fazenda .Mais na frente uma casinha de oração,ou seja uma igrejinha,no beiço da estrada,pelo lado de fora da cerca,bem no pé da ladeira.Ao seguirmos em frente, deparamos com a fazenda O Mendes,uma casa de Taipa Grande de varanda,num pequeno alto,essa fazenda pertencia a Atelvino Cavalcante.Tinha também uma pequena lagoa ao lado.A ribeira ai divide as terras do PE do Banco, com o Magro e Mendes.Muitos usam uma cerca no meio dela para aproveitarem o capim verde das margens e leito,como os bebedouros para o gado.Vemos do outro lado a Regalada,fazenda de Luiz de Zezinho e dos seus irmãos.Uma pequena estrada,rasga a ribeira deixando a passagem para lá,e mais na frente na esquerda, o Riacho Fundo,de Aloísio Palmeira e seus irmãos. O Traipu no meio e a mata Escura de Jackson Barbosa,do outro lado.Outra estrada o leva ate lá.Tem bastante Folhas Miúdas Ingazeiras e Canafisteiras,nesse setor,Alguns paus Jaus,e Canjaranas do Mendes.Manteiga,um arruadozinho subindo o morro,pertencente a Artur Bispo e irmãos.Zé de Preta e Rides tem terras ai também,na margem da estrada.Mais na frente o Bom Jardim de Edson e Bebé Palmeira.Nesse local as vezes dava para gente correr um pouco com os cavalos,pois quase toda essa estrada é plana,e de barro.Subimos uma pequena ladeira depois da lagoa da fazenda de baixo,propriedade de seu Américo Dias,tornamos a descer por entre pés altos de Cajaranas,e muitas folhas Miudas,,encontramos a casa de farinha da Altamira,de Zé de Irmaé e irmãos que está num alto a direita,.Do lado de lá do rio Traipu ainda se vê a Fazenda de Maria de Constantino,de Joaquim Guimarães e de Zé Laurentino.Tem uma estrada que atravessa a ribeira,em direção aos Dois Riachos.Vem as terras de Gileno ,onde tem umas fruteiras,no baixio, ai tem a passagem para os Macacos.Seguindo encontramos uma matinha chamada Mata do Tanque,do povo do Finado Maximino.Agora vamos na fazenda Mata do Tanque dos Fernades ,comprar um cacho de bananas para o lanche.Ai tem muitas fruteiras,Chupamos algumas mangas,comemos bananas, tomamos águas,pagamos e,voltamos para a estrada onde seguimos de estrada a fora.Bom lembrar que toda essa estrada é margeando o rio Traipu.Moravam ai também o povo de Francina e dos Baetas.De vez em quando passamos por pessoas a pé,montados em cavalos ou carros de bois..Avistamos uma serrinha com um paredão para o riacho,chamada serra dos Macacos.Do lado de lá a ribeira recebe águas dum riacho Macacos,quando chove.Nossos cavalos e passos lentos,para não cansar obedecem sem dificuldades ,pois tudo ai é plano,com estrada própria para animais.Aqui e acolá deparamos com carros de bois carregando,mandioca,estacas ou carvão.Da para ver a Chamada Tapera,um conjunto de casas espalhadas em pequenas propriedades,Alguns coqueiros e mangueiras.Seguindo a Mata do Tanque ,passamos por umas casinhas de taipa.Ali mora o pessoal de Zulica,um senhor moreno que tem algumas filhas deficientes.Mais um pouquinho a ribeira e muito larga,porque há o encontro das águas do Riacho Priaca,O único rio que nasce em Traipu e despeja no município,aqui nesse lugar.Curioso é que esse Riacho nasce perto de Campo Grande, vem beirando o fundo da Serra da Priaca,com direção para o oeste.O único rio que corre para cima.A travessia do Rio Traipu deve dar mais ou menos uns cem metros .Paramos e descemos ai para os cavalos mijarem.Esperamos todos têm que fazer essa necessidade,senão inquitam.Tem um que não fez ,mas esperamos.Vai passar num capinzinho verde e úmido,.Está com a chibata estirada,prova que vai urinar.Pastam alguns carneiros de pessoas que moram perto , nas gramas verdes da ribeira.Aqui acolá um jegue apita o abecedário,marcando as horas.Mais alguns minutos já podemos montar e seguir viajem.Ha uma pequena subida para uma colina .Todas essa estradas são estreitas,passa um carro de boi,e um cavalo apulso.Os proprietários aproveitam cada palmo de chão como pastagem deixando essas estradas assim.Gado pastando,cavalos etc.Dai por diante o rio Traipu vem descendo enfrentando algumas rochas.Seguindo um pouco se vê do lado direito, a Fazenda que foi do padre Américo, O Angico,com um curral de muro grande vizinho a uma casa do vaqueiro,uma cocheira no meio e uma casa sede de alpendre,com um dormitório no primeiro andar.Muitas algarobeiras arborizam a frente dessa fazenda.Estamos seguindo pelo lado direito,E encontramos a famosa ladeira dos Pilu,O riacho agora é todo encachoeirado,Da pra ver as descidas pedregosas onde as águas fazem muito barulho nas chuvaradas.São cascatas do Traipu.Seguimos pelos caminhos vendo fazendas.Uma cancela interrompe o galope.Éo começo da fazenda do pai de Dona Valda de seu Lutinha.Ja é terras de Lagoa Grande.Mas na frente paramos os cavalos para tomarmos água na casa dessa fazenda e trocar umas duas palavras.Povo alegre conversador.aliás,Zé Francisco,também fazia parte de nossa comitiva.Era neto desse povo.Não faltou nada pra gente.Um curral de porteira aberta ,espera uns filhotes dumas vacas que os acompanham . Estavam sendo tangidos por uns garotos .Eles os vão chiqueirá,para no outro dia tirar o leite das mães dos bezerros.Seguimos,atravessando o riacho porque o caminho agora muda de margem.Vimos muita gente indo a pé com os calçados entre os dedos das mãos,mas os pés descalços.Acho interessante,porque não calçam esses sapatos.Diz um amigo é que se fizer isso chega com calos nos pés, e na festa não vai poder andar calçado no passeio da praça.Falta de costume.Tem mulheres que põe, tanto pó no rosto a cara,que de tão branca parece mais uma alma.Passa por nós alguns carros tipo caminhonete cheias de gente, até penduradas.Outras pessoas de cavalos,jegues e em carros de bois. Importante é ir para a festa. Vamos pela esquerda do lado do povoado Lagoa Grande.Saímos bem perto da parede do cemitério desse lugar.A estrada ate Piranhas agora é reta.Em frente tem um morrinho e um cruzeiro bem no topo è um serrote que chamam Japão.É o Japão entre esses dois povoados.Daqui donde estamos para Piranhas dá só uns seis quilômetros.Algumas Fazendinhas,cercado e o açude do lado esquerdo da estrada chamado da Nação.É uma represa do município que serve para todos ,mas para uso animal.Ela está muito aterrado.Pouca água,muita baronesa planta aquática que esfria a água.Seguindo mais um pouco a Fazenda de Zé Quincas,que já foi vereador de Piranhas.Da para se ver o lugar esperado.Piranhas agora está do outro lado do riacho temos que atravessar-lo de novo.Avistamos o Grupo Escolar no lado esquerdo da entrada,É lá que Dudu Ribeiro vai tocar um forro com sues oitos baixos.A travessia não é muito fácil.Precisa procurar o melhor lugar para ir.Tem águas que bate nos estribos,mas levantamos os pés e passamos enxutos.Finalmente depois de sete léguas a cavalo ,o ponto de parada.Vamos procurar uma casa para guardar os arreios,e um cercado para descansar os animais.Lá pela madrugada ou as cinco da manhã do outro dia é que estamos voltando.A noite vai ser de festa,e precisamos estar bem para arrumarmos namoradas.Procuramos nosso conhecido seu Leonardo,que cede um quartinho para os arreios e um cercado para os animais.Vamos a um barzinho,molar a goela uma cervejinha até que cai bem.Mais tarde a gente faz um lanche.La fora ,passa umas meninas,de ca ,donde estamos dá para observar que são bonitas,ficamos só de olho.Tem umas do Dionel,um povoado de Batalha.puxamos papo.Eu arrumei uma de lá e o meu amigo Helio com oura , amiga da minha.Elas não querem se apartarem ,pede para a gente focar sempre perto.Afinal não conhecem bem a gente,tem medo do escuro.Um pessoal de Batalha conhecido chega e chama-nos para sentarmos num barzinho improvisado de lona.Nos acomodamos nesse,para saborearmos mais umas cervejinhas.Um churrasquinho de frango,papo legal,enfim ,que mais pode agradar?Vimos desse lugar que estamos sentados, o povo passar desfilando,uns de mãozinhas com as namoradas, outros sozinhos a paquerar,mulheres de todos os tipos,mais feias que bonitas.Os barzinhos tocam musicas bregas apaixonadas .Muitos caras de chapéus de couro novos mostrando-se que são fazendeiros,vaqueiros,se exibindo para as meninas.Elas preferem eles que os caras da cidade.Esses dizem que só querem enrolar.Sei que la atrás da igreja tem um parquinho com uns barcos armados e um curre,onde um sanfoneiro atrai as pessoas para andar,sentados,enquanto um cara move aquele brinquedo empurrando com as mãos.O curre é movido a força humana.Tive vontade de chamar minha namorada para dar uma voltinha,mas ele já me adiantou que não gostava daquilo.Desconfiei que ela não queria ficar sozinha comigo.Sua amiga tinha que estar por perto.Um som num barraco, faz confundir a musica que o outro toca. O nome da minha interessante, acho que era Belaide,não lembro bem.Sei que era bonita.Estava feliz,pena que depois perdi o contato com ela.Nesse tempo não existia celular nem esmo o telefone comum.Da para ver muita gente da cidade de Traipu.Alguns vieram de carro outros de pé.. Mais da meia noite o padre começa a missa.Todos assistem com atenção.É o momento sagrado e único onde muitos esperam na hora do Santíssimo fazer o pedido para poder alcançar a graça desejada.Muitos que vêm para essa festa chegam com esse pensamento . Afinal de contas esse foi o nosso propósito participar da festa. Tomar umas e outra fazem parte da viajem, mas como os outros objetivos ,importante é passar a noite (encarnarado),namorando.Deu tudo certo,foi boa a noite.Falar da aventura com a namoradas,ai é outra estória. Não soube de nenhuma briga, se houve foi longe de onde estávamos.Mas mesmo assim não soubemos de casos nem de nenhuma intriga.A festa afinal de contas ,ali em Piranhas sempre foi de paz,por isso valia a pena sempre ir. A volta apesar do cansaço, mais fácil, é descendo, mas o rojão muito devagar. Muitas pessoas passam por a gente. Também nos passamos por muitos que já voltam de pés.Só se ouve o ronco das caminhonetes saindo e alguns cobradores chamando o povo para Batalha,Riacho,Dionel,Capivara,Santa Cruz,Manues,até Munbaça que fica do outro lado do município de Traipu.Os cochilos são inevitáveis,mesmo assim ninguém cai do cavalo,as conversas cada um contando as suas vantagens, despertam um pouco,faz o tempo passar ligeiro.Num abrir e fechar do olho a gente chega na passagem do Priaca.Os cavalos têm que mijar e pastar um pouco.Agente deita na grama para um cochilo de uns dez minutos,enquanto os cavalos descansam ,e ate se espojam.Colocamos as selas para seguirmos com nossa volta.A ultima parada é na Mata do Tanque.Compramos bananas comemos e bebemos água,para acabarmos de chegar... Finalmente entramos na rua, praticamente em casa, onde cada um pega seu rumo. Temos muito que conversar, mas só depois.Agora é hora de descanso.Tudo tem sua hora ,e não tem coisa melhor do quer descansar na hora certa! Aqui termina a narrativa duma viajem a cavalo pela ribeira do Traipu.Piranhas povoado traipuense, foi o fim de nossa aventura.Sei e conheço que seguindo pela margem do riacho a seis quilômetros dali ,tem Capivara, só que o lado esquerdo desse riacho,pertence ao município de Batalha e lá nas alturas do Bengo,para Serra das Mãos, daquele mesmo lado é do município de Jaramataia.Uma vida sem historia,é como um caderno em branco,sem escrita.Não diz nada.A narrativa duma aventura se torna importante,porque mostra detalhes que o futuro desconhece. Ciro Machado TRAIPU TERRA DA GENTE A CARREATA Foi de impressionar a carreta daquele candidato, cento e tantos carros para Traipu,se essa cidade não tem nem cem carros.Mas os amigos de Maceió,Arapiraca e de Lugares vizinhos que votam aqui,vieram para mostrar com quem estavam e o que queriam.Mudar,era esse o lema.O povo cansa,assim diziam esses, partidários dessa coligação.E a quantidade de motos,demais,porque esse transporte ,aqui em Traipu,tem muitas,principalmente no interior.Todo cara dos povoados ,trocou o cavalo por uma moto,embora não emplaque,não pague as taxas ,seja até de estouro,ou puxada,pensam os homens(blitz policial,nunca andam nos sítios).E esse auxilio maternidade,do governo Federal, dá quase o dinheiro da compra de uma moto!Claro que a criança coitada, vai continuar usando fraudas de chitas, ralas e fedorentas, assando a bunda até o dia que Deus quiser. O dinheiro que vai para esse fim,vira uma motoca velha.E a festa que os “participantes da carreata” fazem entre se pegando parelhas ,arrancado de vez,fazendo barulho,parecendo um teço teco.Caem,quebram pernas,caras,pontas e até morrem.Combustível de graça,cachaça e festa,tudo por conta do Partido,da viúva ou do cacete. O outro candidato soube, ficou aperreado com a quantidade de gente que acompanhou aquela comitiva, aquele comício. No outro dia as fotos no Facebook, as postagens as mensagens, causaram inveja, e uma insegurança no adversário.Não podia perder a eleição,pois precisava se manter no poder.Tinha muita gente da família e amigos dependente desse sistema ,dessa prefeitura,alem o mais tem o motivo especial, de ter a vantagem das regalias como gestor,imunidades parlamentares,as quais , são prerrogativas que dão proteção a quem tem mandato eletivo, evitando ser preso , desmoralizado perante o povo. Pensou fazer a sua carreata maior.Tinha que mostrar prestigio para os eleitores,impressionar,custe o que custar.Não podia perder essas eleições,uma vez que tinha muitas denuncias contra eles.Chamou os amigos de cidades vizinhas ,que fizessem o resgate alugando veículos,para no dia estar todos presentes.Quanto mais melhor.Tinha que convencer os indecisos com a manifestação.Fazer bonito,emocionante.Daria combustível,tanque cheio,e mais dinheiro para quem acompanhasse , colocando retratos e adesivos,nas latarias dos veículos.As casas daquele povoado teriam , que ter ,o maximo de retratos nas paredes.Não podia ficar uma casa fechada ou parede isolada,que não recebesse tinta branca e propaganda em cima.A carreata do primeiro candidato deu cento e vinte e cinco carros.Da minha porta dava para contar.Motos era impossível dizer quantas, porque passavam o bolo avexado, mas deve ter dado mais de quinhentas.Essa outra carreata teria que dobrar,aquela mixaria de carros.Embora passasse caminhão com duas três pessoas,mas o que valia era a quantidade de transportes,que mesmo sendo a noite as luzes acesas se multiplicavam dando uma impressão de superioridade.Conseguiram colocar mais de trezentos s e quarenta carros.Tinha uns que iam ,e a certa altura,voltavam para passar pelo povo novamente e entra na conta da somatória.As postagens e vídeos no outro,estavam no Facebook desde cedo, assim que se abrisse a internet.Quem estava em duvida tava na hora de decidir votar em quem ganha,ou aparentemente iria ganhar.Deu tantos carros e motos, embora numa desorganização sem comparação, que até acidente fatal aconteceu .Os comentários era positivos para aquele candidato,deixando os eleitores adversários tristes cabisbaixo que Iriam perder a eleição.Teve gente que disse no Facebook,só um deus,consegue reunir tanta gente.Que blasfêmia,comparação infeliz!Mas a verdade é que o eleitor não é carro,que não vota,alem desse que tem que votar aqui.Esses motoristas não poderiam votar nesse candidato da mega carreata ,porque seus títulos eram de outras zonas eleitorais, noutros municípios. Pensavam muitos assim, que se mantiveram firme,não recuaram,da escolha já feita.Finalmente chegou o dia.As pesquisas,o poder econômico escondeu-as , até divulgou mentiras,para causar boa impressão.Diziam que o candidato dele estava na frente com tantos por cento.Mas dava pra ver que a coisa era diferente,de cada dez casas com adesivo e retratos do outro candidato somente três no maximo quatro dele ,existia.O carro de som com musica de criticas,aproveitando a melodia da do adversário,e outras de deboche.Eu ouvia sem concordar com esse tipo de coisa.Ficava na minha reflexão.Roupa suja se lava em casa.Mas o outro lado agia do mesmo modo.Também criticava com esculhambação ,entre eles.A exposição que esses candidatos se submetem,é demais.Têm que ter sangue de barata, frio,senão faz uma besteira.Deveriam ter planos de trabalhos,projetos , musicas com conteúdos que agradassem.Mas infelizmente não pensam assim.Muita gente ,temerosa no começo,até se revelou mostrando o que queria.Quando o povo decide,não tem quem mude.Foi assim.As eleições vieram e com elas o resultado.A carreata dobrada,mostrou a todos,que carros e gente de fora não traz resultados positivos ,como não vota aqui,não decide o pleito. A carreta mostrava que aquele candidato tinha o dobro de veículos e gente nos comícios, mas as urnas mostraram,o contrario,dando vitoria para quem teve menor numero de pessoas, naquelas festas bancadas com muito dinheiro. A real verdade,é aquela, com firmeza e convicção,desfazendo o mito da propaganda enganosa da mídia eleitoral.Lembro que na eleição de Iêdo,contra a chapa de Valter Canuto,faltando três horas para a eleição terminar,um grupo de marqueteiros colocados por Iêdo,munido de muito dinheiro,avançou pelas ruas com esse candidato nos braços dizendo,já ganhou,já ganhou.Isso era para impressionar os que faltavam votar e decidissem a favor dele.Só que não colou,porque o povo quando resolve,não tem nada que mude,na decisão.Ganha quem o povo escolhe. O povo coloca e o povo tira.E foi assim! TRAIPU TERRA DA GENTE 18 de Dezembro 2012 As novenas terminam ,com muito brio, a igreja lotada de fies,as pregações muito bem explicadas,pelos padres,tudo com o maior empenho.Os cantos em latim Domine,Gloria,Ave Maria Santa Maria, Ladainha de Nossa Senhora,Agnus- Dei ,Salve Rainha,Tantum Ergo, e outros ,muito bem cantados,nos emociona,nos dá arrepios, mantendo a tradição de muitos anos ,executados da mesma forma, acompanhada e respondidas , pelos instrumentos indispensáveis , trompete,clarinete ,e outros,fazendo das musicas ,a mais pura forma de transmissão de paz,de segurança ,de brilho nas novenas de Nossa Senhora.O dia dezoito,da padroeira Nossa Senhora do Ó,caiu numa terça- feira,o que dava a impressão que iria ser fraca, com pouca gente.Mas foi engano,parece que todos saíram para acompanhar a procissão,deixaram os afazeres para outro momento.Sabemos que a fé ,impulsiona essa homenagem, e é maior, mais importante que um dia de trabalho.Sabemos que vem gente de mais de mil e quinhentos quilômetros,para rever os amigos e homenagear essa mãe maior,a mãe de Jesus.De Maceió ,Aracaju,Salvador e cidades da Bahia e outros estados,aos poucos vão chegando,e encontrando a esperança ,realizando o sonho,que tanto planejaram,que é estarem nessa terra.Os músicos, sem incentivo,abrilhantavam com pouco entusiasmo,mas mesmo assim,não se recusaram desse pequeno esforço,conforme depoimentos ,disseram que estavam tocando,só por amor a Nossa Senhora.Dispondo só de uma fardamento,por isso que nas novenas não vinham tocar de terno.Mas hoje, dia da procissão estavam vestidos a caráter,Nossa Padroeira merece o melhor,e as duas bandas,se revezaram, com musicas em todo o percurso.Dava par ver no semblante das pessoas a alegria ,o prazer ,a emoção, com tanta gente reunida.Que felicidade acompanhar o cortejo dessa querida Santa.Uns descalços,pagando promessas,outros de terno a rigor,mostrando que esse é o momento mais importante.Centenas de celulares,maquinas e filmadoras,registrando uma boa lembrança.A solidariedade reinando,a confraternização por todos os ângulos.Enfim a felicidade nos corações,com a proteção de nossa Senhora, do Ó.O maestro Jorginho,aproveitou o coreto da praça com um som armado para um Dj,e pediu para tocar umas três musicas com sua banda,em homenagem as pessoas de Traipu e principalmente visitantes.Muitos não conheciam essa banda.Depois dos discursos do Procurador que ficou com a palavra para homenagear Nossa Senhora,a Bandinha de Jorge Trompete,abriu uma seqüência de musicas.Poucas,porque não estava programada.A primeira bem tocada,versão do sucesso de Roberto Carlos “Esse Homem Sou Eu”foi motivo de chamar atenção dos expectadores. Tocou a segunda musica uma Granada,muito bem ,sendo aplaudida,mas a terceira,deu um verdadeiro show no ritimo nacional,samba.Tocou com classe Jorginho e Kiko,revezaram uma seqüência de performance de solos nos pistõns,que fez levantar quem estava sentado ,para aplaudi-los de pé.O povo batendo palmas pediu outra,que foi melhor ainda,mais bem executada,perfeita.Pararam para o programa Dj,assumir a palanque.A gente sentiu que nesses momentos de falta de apoio,esses capricham mais, para mostrar o que sabem,não deixando erros,ou defeitos.Só me resta dar os sinceros parabéns a Banda de Jorginho, por ter emocionando todos assistentes,,com muita competência, com muito esforço,e amor a arte da música.!Nossa Senhora ,com certeza ,está alegre, vendo seus filhos felizes, Ela é quem mais merece! Curtir • • Seguir (desfazer) publicação • 19 de dezembro de 2012 às 08:38 • • Elmanuel Machado e Júlio C. Houly César curtiram isso. • Deyvisson Santos de Melo ESSES MÚSICOS MERECEM APLAUSOS DE PÉ,É CLARO QUE O PROFESSOR JORGE TROMPETE TAMBÉM,POIS SE NÃO FOSSE ELE ESSES MÚSICOS JAMAIS CHEGARIAM ONDE ESTÃO,POIS ESTARIAM COM VÍCIO NO ÁLCOOL,NAS DROGAS,ETC,ELE É O MELHOR PROFESSOR DE MÚSICA QUE JA VI,POIS EU ME ORGULHO DE MINHA CIDADE TER UM PROFISSIONAL TÃO COMPETENTE NA MÚSICA Ciro Machado

Nenhum comentário:

Postar um comentário