ESSE BLOG TEM POR FIM RECEBER RECADOS DE PESSOAS QUE SE ENCONTRAM FORA OU DE TRAIPU PARA TRAIPUENSES OU PESSOAS RELACIONADAS COM ESSA QUERIDA TERRA.ESPERRO QUE TODOS VEJAM E RESPONDA,SE QUISEREM ,AQUI MESMO.
SOU TRAIPUENSE E ESTOU EXPERIMENTANDO ESSE BLOG. MEU NOME É CIRO,E DESEJO MUITAS FELICIDADES AOS TRAIPUENSES.ABRAÇO A TODOS OS VISITANTES E USUÁRIOS.ESPERO QUE GOSTE,E MANDEM SEU RECADOS.
Ciro Machado TRAIPU TERRA DA GENTE CHICO DE TAL DE CAPIVARA Essa foi Gustinho quem contou. O Prefeito da época não tinha feito quase nada por esse povoado, mas foi lá apresentar ao povo seus candidatos a prefeito e vice. Imagine quem foi? O comício começara sem maiores novidades, em cima de uma carroceria dum caminhão. Falou candidato a vereador, falou cabra eleitoral até deputado estadual. Esse deputado teria na eleição anterior colocado um caminhão de canos com a promessa de colocar água do rio, mas depois da eleição mandou pegar de volta. Os candidatos a prefeito e vice aguardavam a melhor parte, onde o atual pediria votos para eles. Era mão de figa, não gostava nem de dar bom dia ao povo, o vice pior, sujeito rico mas também da mesma fibra, numa deu uma bolacha seca a ninguém.Para iludir o povo colocou na propaganda a foto de frei Damião no meio. E com dizeres: que teria sido recomendado pelo frade capuchinho. Dizia a foto deles dois: Eu frei Damião peço o voto para essa chapa abençoada. O prefeito da cidade teria colocado uns meios fios dizendo que iria calçar Capivara, mas sempre foi sem sorte por parte desses políticos. Todos quando chegava época de eleição prometiam o mundo e depois esqueciam. O Chico do povo,uma espécie de líder, da platéia observava o trio junto bem na frente em cima da carroceria daquele caminhão. Esse cara com seus amigos estava preparado para acabar com aquela palhaçada. Lembrou: dos três meios fios que ele botou, dois arranquei duma re com meu jipe ,agora eles vêm pedir voto: ovo neles pessoal .Era imbu,ovo e sabugo de milho sendo arremessado naquela direção . Na carroceria do caminhão prefeito e candidatos se escondiam atrás dos outros e gritavam valei-me frei Damião, Ave Maria, toque o caminhão, motorista. Mas em vão a que o sabugo de milho ovo podre e imbu acertavam o grupo em cheio .Não teve frade nem padre nem ninguém que segurassem aquele povo revoltado com promessas e mentiras. Foi preciso o motorista partir ligeiro com o caminhão . Dizia o prefeito, deixa estar magote de peste vocês me pagam. Nem que a vaca me tussa, calço essa rua. Passada a eleição a dupla de candidato perdeu. E Deus mandou muita chuva para aquele povo sofrido daquele lugar. Houve fartura de água e cereais, muito pasto para o gado, e nunca mais eles pisaram em Capivara. Por Ciro Machado
TRAIPU TERRA DA GENTE CASOS DO FOLCLORE DO POVO OFOGO CORREDOR A noticia corria as ruas de baixo da cidade, sobre um fogo corredor que descia da Ladeira da Botija, em disparada pelo corredor do Saco das Pedras, até o alto da Boa sorte de seu Moisés. O Guará dizia que o via sempre e já não se atrevia andar pela noite por aquele caminho. Arrodeava pelo alto da lagoa de seu Aurélio descendo pelos morro da lagoa da Fazenda de Maria Julia o Saco das Pedras quando ia vigiar o terreiro de arroz. Por outro lado o povo de seu Rival, também era encarregado da mesma fazenda mas só a visitava pelo dia, cuidando do gado. Quem viajava por ali e tinha que passar não deu muita crença a estória daquele fogo fátuo por que ainda não o tinha visto .Só aparecia quando o Rival de Guará ia para lá. Mas um dia eles tiveram que ir pela noite. Um fogo descia no lugar costumeiro correndo de estrada a fora.Ficaram por trás duma canasfiteira , com medo da presepada que descia de ladeira a baixo. Na passagem, bem escondido e protegido, viram um cara baixinho com um facho de xique xique aceso na mão correndo e soltando faíscas pelo corredor. Era o tal do Guará. Há filha da puta! Desmascarado com a descoberta da farsa, a dona o despediu.Teve que de imediato deixar a fazenda. Era plano de ele ficar sozinho tomando conta daquelas terras, muito produtivas com a cultura do arroz. A dona resolveu dar uma casa e algum dinheiro a sua filha de criação, e seu marido o Guará com isso e botou uma bodega ,de sobra comprou uma fóbica chamada andorinha. O carro antigo consumia muita gasolina chegando ao ponto de não poder mais agüentar o gasto. Um dia usou álcool com água e deu certo. Acho até que foi ele quem inventou o álcool hidratado veicular. Pra não quebrar de vez vendeu a casa a Aloísio Cabral, e foi botar uma padaria em Mata Limpa depois de Lagoa da Canoa. Seu Rival ficou tomando conta do Saco das Pedras. Luiz Tavares vivia de olho naquelas terras vizinhas da Boa Sorte. Um dia Maria Julia, viu que não tinha muito futuro no cultivo do arroz, por conta das barragens do rio, que não enchia mais vendeu a fazenda a Luiz Tavares. Poucos anos depois se acabava o plantio daquele cereal naquele lugar dando lugar para milho de silagem. O fogo corredor tinha virado cinzas e nunca mais correu por lá. Por Ciro Machado
Ciro Machado TRAIPU TERRA DA GENTE CASOS DO POVO Arroz de coco Numa roda de amigos, a radiola na Praça do Tamarati com som baixinho deixava todos conversarem o que queriam. Quando faltava peixe comiam como tira gosto até gato de casa. Djalma preparava e ficava que nem galinha a cabidela. Gente pobre só conhece de comida, mesmo feijão com arroz, farinha e carne assada ou peixe-frito. Só o que enche o bucho. Por entre uma pinga e outra a conversa mudou de rumo, e o assunto de tira gosto passou para guloseimas.Começaram a falar de todo tipo de comida gostosa, mas claro diziam acompanhada de um pinga. Enjoado dessas comidas cotidianas, aquele Zé do Sespe,era freguês nas farinhadas, enaltecia uma panelada de carne de porco com muito toucinho, cozinhada na própria banha.”Meu prazer é depois de comer tudo do prato, impar.Dizia isso passando uma a mão no bigode sujo de gordura e outra na pança proeminente. Já um outro cara falava em churrasco de boi nelore sem ponta , regado a vinho branco,do mesmo jeito que o gaucho faz. Mas Lulu sem ter nada na cabeça para opinar sobre o assunto disse: bom mesmo é arroz de coco com fuçura. Todos riram, enquanto ele encabulado xingava um e outro. Por isso daí por diante o apelidaram desse nome, pegando fácil,e hoje já depois de tanto tempo, os amigos esqueceram seu verdadeiro nome. Surrado dos anos vividos de pinga e trabalho pesado, mesmo aposentado, atende cegamente pela alcunha que tornou-o muito conhecido. Ainda toma uma e outra, mas sempre sem o tira gosto de arroz de coco com fuçura. Por Ciro Machado
CASOS DO FOLCLORE TRAIPUENSE Dizem que esse cara viveu em Traipu Zé do Gabrié ao ver o pai de Ze o tal, perguntou você é filho adotivo? Ele disse não. Por que? Por que você é escuro e baixinho e seu pai alto e branco. Mas me desculpe pela minha curiosidade. O cara conhecido como Neco ,então decidiu relatar a historia verdadeira de Zé de tal seu primo . “O Tio Lu gostava de pescar na várzea,para arrumar a mistura do almoço. Era o lugar onde também tinha roça, plantando arroz naquela várzea vizinha ao rio Traipu. Todos os dias pescava naquela ribeira , ia com uma cuia de farinha semeando nas águas aquela iguaria para atrair piabas,. Assim que elas se juntavam carujando em circulo, ele jogava a tarrafa enchendo-a dos lambaris. Um dia, seu coração mandou ele lancear no pé dum rebentão lá perto da porta d água do farias. As marizeiras frondosas escureciam aquele lugar deixando uma sensação de medo, próprio para os peixes se esconderem de predadores, na tranqüilidade daquele ponto. Já era tarde, quase noite. Nem um pio de passarinho se ouvia ali que parecia meio tenebroso. Esse sombreamento era por causa das arvores, entrelaçadas entre aquelas marizeiras junto às maçanzeiras ,varagens e murtas. Alguma vez caia algum fruto delas, na água escurecida pela sombra, para um peixe qualquer que ali estivesse, se alimentar.Lá ele não quis jogar a isca de farinha. Pensou, chega de piaba, quero pegar um peixe maior, um ninquim ou mesmo surubim. Com capricho e força lanceou naquele lugar. A rede da tarrafa quando chegou no fundo tremeu pesando. Alegre bem devagar foi fechando aos poucos e puxando para fora d água. De repente a grande surpresa.Um ser parecido com um sapo ou um cagado . Arrastou pra terra e viu que o ser tinha feições humanas .Pensou é um peloco de nego d água. A criatura chorando que nem uma criança foi levado pra sua casa dentro de um bornal de lona, para ninguém na rua o ver. Sua mulher até então sem nenhuma criança ainda, disse vou criá-lo com carinho e amor..Assim fez. Foi criado como filho legitimo registrando e dando toda assistência de pais educando-o da melhor maneira. Pôs o nome de Zé, no tal. Depois de feito homem exibia seus talentos consertando tarrafas. “Assim termina a revelação da historia daquele cidadão traipuense que entre o et e o nego d’água , escolheu ser gente. Por Ciro Machado
064-TRAIPU TERRA DA GENTE NO SORRISO DO TEMPO O NEGO D ÁGUA Já contei uma outra estorinha de Tonho Bulachão, a do Birimbau, aquela que lhe deu uma lição de negócios e lhe fez ficar mais esperto. Essa agora é sobre o Nego d água, lhe ensinou a nunca mais andar sozinho pelo rio, pilotando pra cima e pra baixo. Sua Chata Joelina era das canoas intermediarias, entre a de Tolda e a de Pescaria. Também da classe dela, a que mais corria no rio do Baixo São Francisco. Panos amarelos, canário, bem grandes com a bandeira Brasileira nos topos dos mastros. Quando vinha lá em frente à Lagoa Funda de Neco, há mais de seis quilômetros de Traipu, se distinguia e já sabia que era a de Tonho Bulachão pela elegância dos panos cruzados, em disparada deslizando por sobre as marulhada do rio. Dava até para se ver o corte das águas na proa. Vi muitas vezes sair do porto do Sacão , fazenda de Rui Machado, carregada com arroz por cima, com água pelos cordões. Passava o verão todinho tirando todas as quintas feiras a colheita daquele produto, só daquela fazenda, chegando mais de duas mil sacas por safra. Ele era, dono, piloto ,vareiro e tudo mais, pois não precisava de ajudante para viajar, assim fez a vida toda, assim pensava.Sempre viajou só. Nas sextas feiras trazia de Propriá donde deixava o arroz nas indústrias, alem das coisas do Sacão, as feiras de muitos comerciantes de Traipu.Tonho , durante as viagens, quando tinha necessidade de ir na frente da canoa olhar alguma coisa, ou desamarrar alguma corda, prendia o leme na linha reta,amarrando nos ferros que atracava as bolinas e vinha sem preocupação, enquanto a Joelina como uma navalha partia as águas de um lado e outro deixando espumas flutuantes se desfazendo na sua passagem. Quando chegava a frente de Traipu, elee soltava o leme que fazia a volta pelo lado da Tabanga e vinha num bordo, tão deitado, chegando a mostrar todo fundo da canoa .Até águas entravam pelo lado da bolina arreada, antes de chegar no porto, tudo isso para se exibir, porque via muita gente olhando a sua chegada. Depois mostrar –se parrando , que era bom naquilo que fazia. Outro dia, vindo de Propriá, com os panos em cruz, como sempre, era mais uma das viagens costumeiras. Precisou vim na frente desenganchar uma corda que prendia no moitão. Amarrou mais uns vez o cambão do leme, para segura-lo. Quando olhou para a popa, viu sentado, com olhos de fogo, fitando pra ele, um nego nu, dentes brancos da cor de leite, cabelos duros como espeto, e o corpo todo molhado, provando que tinha emergido da água, no lugar do comando da canoa. Tonho temeroso,com voz tremula, teve que gritar :- sai daí nego peste. O tal nem ligou. Mesmo arrepiado com aquela aparição, resolveu pegar a vara de desencalhar a canoa. Ela Sempre estava na frente. Futucou o nego com força e raiva ,que de um pulo de cabeça desapareceu na água mergulhando para o fundo, sumindo de suas vistas. Depois veio a popa resolvendo tomar conta do leme até chegar ao porto firme de Traipu. Dessa vez, sem recuperar direito o medo nem bordejou. Arriou os panos e encostou a canoa assim mesmo, subindo no barranco. O povo que estava na Tamarineira estranhou o jeito que aportou. Esse caso só contava a poucos, primeiro para não chamá-lo de medroso, e também achar que estava mentindo. Só sei que depois disso Tonho Bulachão arrumou um ajudante, o Geraldo Bode, que lhe fez companhia até o dia que se aposentou e vendeu a Joelina para ser lancha a motor. Lembrando o passado no Sorriso do tempo. Por Ciro Machado
TRAIPU TERRA DA GENTE CASOS DO POVO PASSOU VERGONHA Minha amiga filha dum cara rico, muito metida nunca deu valou aos jovens de sua terra. Dizia, gente pobre do interior, sem classe, nada de interessante, não quero. Ela era muito bonita, bem vestida, a mais cobiçada de todas, mas não dava bola pra ninguém. Certo dia no Cine Margarete, o conjunto de seu Nelson o Som Sete de Arapiraca veio fazer um baile, e um carinha de lá da terra do fumo, feito uma praga chegou junto do mesmo, era conhecido deles, um penetra , o tipo piolho. Bem vestido dizendo fazer parte do Grupo, foi alvo da cobiça das mocinhas que estavam naquele salão. A mais bonita, essa metida, tomou a vez da outras se oferecendo a ele. Ele até tinha uma boa aparência, muito conversador, extrovertido, o tipo “entrão”, se dizia empresário. Ela namorou a noite toda, muito empolgada, com o tal. Dançou aos beijos curtindo uma grande paixão. Nós rapazinhos roendo couro, morrendo de inveja. Mas como sempre um dia é da caça e outra do caçador. A nossa conterrânea ansiava para reencontrar seu amor em Arapiraca, queria até conhecer a família dele. Foi um dia a Arapiraca, pensando encontrá-lo, pelo comercio, lugar comum onde todos passeiam e fazem compras. Ela sentada no bar da Neta, que era ponto do povo de Traipu, corria a vista em todos que passava para ver se o via, mas sempre em vão. Tinha ido com sua irmã que a chamou para irem à sorveteria Pingüim ,na praça Marques, lugar de convergência de muita gente, tomar um sorvete, e quem sabe por lá encontrar o seu príncipe, que ansiosa não via a hora de abraçá-lo. De lá da sorveteria, seus olhos sondavam os cantos , caçando-o em todos os jovens que por ali passavam. Já cansada de tentar, em vão enquanto saboreava um sorvete, de repente uma voz familiar dizia: - Senhor vai engraxar os sapatos, só cobro um conto. Aguçando o ouvido, atinou de onde vinha aquela voz já conhecida. Viu seu amor com uma caixa na mão. Escondendo-se do tal ,com o rosto baixo de vergonha, não imaginou que aquele cara que se dizia empresário, era dono duma simples caixa de engraxate e ganhava a vida, dando brilho no lambe- lambe do couro dos sapatos dos clientes, com a língua de sua flanela. Desistiu de seu empresário e depois casou-se com um político. Por Ciro Machado
Corria a noticia que o Negro d água estava aparecendo nas "pedras do banheiro dos homens ", da beira do rio da Rocheira. Disseram que umas mulheres quando foram lavar roupa perto daquelas pedras às quaro da manhã, viram o bicho grande preto de cócoras despido em cima de uma pedra. Elas gritando com histerismo, horror e desespero espantaram o danado, que pulou na água de cabeça deixando visível a silueta nua da sua bunda escura e cabeluda . Saíram daquele lugar se benzendo, fazendo sinal da cruz, pra nunca mais voltar. Deixaram amanhecer bem o dia e só foram lavar as roupas quando tudo estava bem claro, mais afastado um pouco das pedras perto da bomba da cascata. Passado algum tempo o caso anda e vira está vivo nas lembranças de quem vai pras bandas do rio cedinho que fica com receio de encontrar o tal personagem. Também nas madrugadas segundo Carlos Sena que sempre alertava pela radio de Traipu, contando o caso de uma "mulher do véu "que corre em terra perto da beira do rio perseguindo pescadores. Mas o Negro d água, é como peixe, vive dentro do rio. Conversando com algumas pessoas, umas dizem que existem, outras não. Eu de minha parte acredito. Foi aí que contei da aparição nos fundos do bar do Carmo, desse Negro que assustou as mulheres naquela madrugada. Gilvan Matos disse que pôs um investigador do caso. Ele de madrugada cheio de coragem para enfrentar e medo também para correr, foi no lugar da aparição e eis que estava lá do mesmo jeito. Pigarreou com a goela assustando-o. O bicho pulou na água de cabeça, por um instante sumiu, mas voltou. Não deu outra, o negro d água das madrugadas era Ze Dudu, que todos os dias vai tomar banho despido atrás do bar dele. Sorrindo do passado no tempo presente. Por Ciro Machado 23 July, 2013 Partilhar NEGRO DÁGUA II
Corria a noticia que o Negro d água estava aparecendo nas "pedras do banheiro dos homens ", da beira do rio da Rocheira. Disseram que umas mulheres quando foram lavar roupa perto daquelas pedras às quaro da manhã, viram o bicho grande preto de cócoras despido em cima de uma pedra. Elas gritando com histerismo, horror e desespero espantaram o danado, que pulou na água de cabeça deixando visível a silueta nua da sua bunda escura e cabeluda . Saíram daquele lugar se benzendo, fazendo sinal da cruz, pra nunca mais voltar. Deixaram amanhecer bem o dia e só foram lavar as roupas quando tudo estava bem claro, mais afastado um pouco das pedras perto da bomba da cascata. Passado algum tempo o caso anda e vira está vivo nas lembranças de quem vai pras bandas do rio cedinho que fica com receio de encontrar o tal personagem. Também nas madrugadas segundo Carlos Sena que sempre alertava pela radio de Traipu, contando o caso de uma "mulher do véu "que corre em terra perto da beira do rio perseguindo pescadores. Mas o Negro d água, é como peixe, vive dentro do rio. Conversando com algumas pessoas, umas dizem que existem, outras não. Eu de minha parte acredito. Foi aí que contei da aparição nos fundos do bar do Carmo, desse Negro que assustou as mulheres naquela madrugada. Gilvan Matos disse que pôs um investigador do caso. Ele de madrugada cheio de coragem para enfrentar e medo também para correr, foi no lugar da aparição e eis que estava lá do mesmo jeito. Pigarreou com a goela assustando-o. O bicho pulou na água de cabeça, por um instante sumiu, mas voltou. Não deu outra, o negro d água das madrugadas era Ze Dudu, que todos os dias vai tomar banho despido atrás do bar dele. Sorrindo do passado no tempo presente. Por Ciro Machado Curtir · · Seguir (desfazer) publicação · Compartilhar · 25 de agosto às
CASOS DE TRAIPU DEZESETE João de Dinha era viciado no jogo do bicho. Todos os dias O encarregado de marcar o jogo levava as apostas para o cambista de Arapiraca responsável pela bancada região. Logo cedo trazia o dinheiro do resultado da aposta de quem conseguiu ganhar, e novos talões de novas apostas. O bicho se jogava abertamente em todos os lugares, sem proibição. Muitos sonhavam com animais da roleta ou coisas que representassem os bichos do jogo, para efetuarem suas fezinhas. João de Dinha tinha uma oficina de serralharia na rua que descia para o Banco do Brasil que ficava no papouco. O assunto que rolava lá era sobre o jogo do bicho . Sonhara com o macaco, dezessete. O cambista nunca deixava de passar por lá, já era freguês porque apostava muito dinheiro. Tinha ganhado uma boa bolada nesse dia. Reinvestiu tudo alem de um capital recebido adiantado para compra de ferragem das encomendas dos portões dos fregueses. Sabia que daria macaco. Tinha tanta certeza que se tivesse mais capital apostaria. Por onde andava via sinais que apontavam o macaco, por exemplo, carros no macaco para troca de pneus. Até um menino passou vendendo um sagüi por sua porta. Não tinha com dar diferente pensava. Ha se tivesse mais dinheiro quebraria dessa vez o banqueiro! Achava e dizia vou ganhar uma grana preta ,vou trocar o meu fusquinha noutro mais novo. Jogo é coisa de usura, onde um perde para outro ganhar. Não existe fiel em jogo, um desce para outro subir. Na Radio do Comercio do Recife saiu o resultado. Não deu macaco. Foi a um barzinho na beira do rio estava triste. Queria amargar sua derrota, na bebida. O irmão de Dilma, Dezessete do finado Besta, já estava lá no mesmo bar,na cachaça por ter perdido suas economias naquele jogo. Tinha apostado, no Burro. Por Ciro Machado
TRAIPU TERRA DA GENTE CASOS DO POVO QUESTÃO DE CULTURA I UMA ALMA PENADA Os políticos sempre nomeavam pessoas para cargos importantes do lugar, pela quantidade de votos que poderiam arrumar. Delegados, Vereadores, Fiscais , até Juiz de Paz, teriam que mostrar serviço nas eleições. Nunca se importavam com a cultura o conhecimento ou mesmo a inteligência do individuo. Quanto mais burro melhor para ser mandado, e ficar alienado. Assim com esse pensamento arrumaram o Juiz de Paz de Traipu. Esse seria o senhor dotado de obediência para resolver as questões pendentes do lugar. Quando Salomão ainda muito jovem foi governar os Judeus, pediu a Deus sabedoria, para agir com justiça. Mas isso nosso juiz em pauta desconhecia, por esse motivo coitado dos traipuenses que se metessem em encrencas. D. Pedro II quando visitava Traipu na sua passagem para a cachoeira de Paulo Afonso, desceu e pernoitou em nossa terra. Conversou com os dirigentes, passeou e pensou agora vou conversar com um homem sábio, o Juiz de Paz, aquele que dotado de sabedoria resolve com justiça as contendas do lugar. Com seu jeito peculiar e inteligente de imperador, procurando saber a população de habitantes perguntou-lhe: - Senhor Juiz gostaria muito de saber quantas almas habitam em Traipu? Rindo, para não assustar o rei que dormiria no sobrado da casada câmara e cadeia, respondeu: apenas uma. D. Pedro lhe deu um titulo que ele pensou ser um elogio “Estupidez Personific
TRAIPU TERRA DA GENTE CASOS DO POVO QUESTÃO DE CULTURA II OS CAVALOS DO IMPERADOR Ainda quando D. Pedro II chegou a Traipu a bordo do navio de sua frota, o Pirajá, as mocinhas do lugar estavam ansiosas, queriam visitar o navio, e conhecerem os detalhes de perto.Tinham ouvido pelas parede, dizer que esse navio era muito potente e tinha mais de sessenta cavalos. Elas mesmas ajudaram na recepção calorosa do D. Pedro, com capricho e muito brilhantismo. Por Isso se acharam no direito de subirem no navio. Mas eram limitadas em seus conhecimentos, ficaram muito curiosas a respeito da potencia do Pirajá. Queriam descobrir o lugar dentro do navio onde estavam abrigados os cavalos do Imperador. Já tinham o percorrido de popa à proa e não ouviram nenhum relincho de animal. Não descobriram o que queriam ver, afinal era seu objetivo. Impacientes perguntaram ao próprio D. Pedro, onde estavam os cavalos do barco? Sua excelência, o imperador foi lhes mostrar a caldeira e rindo de tamanha inocência disse:- estão escondidos ai dentro. Por Ciro Machado
TRAIPU TERRA DA GENTE CASOS DE TRAIPU QUESTÃO DE CULTURA III HETEROXESUAL Vereador moralista, mulherengo ao extremo, às vezes beijava as meninas desconhecidas e para justificar o seu ato de perversão, se elas achassem ruim, dizia sou um homem publico. Não sei onde arrumou essa frase, mas na ponta da língua se desculpava das suas armadas. Era analfabeto, bastante conversador metido a sabido, intermediando muitas coisas para seus eleitores. Um dia um cara da sua relação o viu dando uma de gostosão em cima dum grupo de garotas. Chegando bem perto disse as meninas, tai esse seu fulano vereador, um cara trabalhador, honesto e ainda por cima heterossexual. Como uma fera ferida, envergonhado daquela ultima palavra, replicou contra seu amigo: - Que amigo você é? Respeite-me, sou um homem publico vereador de mais de um mandato e nunca fui desmoralizado por ninguém, para você vim me chamar de bicha. Viado é seu pai, o corno que sua mãe amansou. As moçoilas riam da inocência do tal, enquanto o outro de fininho saia às pressas para não apanhar. Por Ciro Machado
Ciro Machado TRAIPU TERRA DA GENTE CASOS DO POVO O PENETRA URUBU
O penetra Urubu, assuntou onde seria a farra. Ouviu a conversa perto de Zé Luiz. Na hora marcada, chegou de mansinho. Os caras para não serem mal educados o deixaram. Mas quando vinha o prato de galinha, Urubu pegava a melhor parte. Alias, comia quase tudo, deixando os ossos no prato. Não dava vez a ninguém. Sem educação e egoísta ao extremo, só ele queria o melhor. Na hora de pagar a conta, quando o pessoal a pedia ao garçom, ele dizia vou ao banheiro e dava o fora, arrumando uma desculpa depois. Um perturba, sem confiança, alem de comer o frango quase todo, ainda saia depois falando besteira.Já costumado na malandragem. Numa gulodice tamanha não parava a boca. Ele mesmo pedia mais galinha de capoeira. Escondido pediram uma garrafada de pimenta caseira.Aproveitaram no momento que ele foi ao banheiro, para despejar o conteúdo daquele molho de pimenta, que estava acima de meio. Quando voltou foi logo abocanhando uma cocha, daquela farofa com carne. Esperaram achar ruim, fazer cara feia, oureclamar,para servir de lição.Mas aconteceu o contrario. _Como vocês adivinharam que eu gostava de muita pimenta na farofa. Ninguém conseguiu comer a não ser ele que lambia a colher cada vez que a levava a boca. Os outros desistiram da galinha, se contentando com pilombetas fritas .Por Ciro Machado
106- TRAIPU TERRA DA GENTE SORRINDO DO TEMPO MALAQUIA Messias de Tonho Mata Grande sempre teve dificuldade com a dicção quando criança.era respondão e não levava desaforo pra casa, não tinha papas na língua apenas engolia algumas silabas. Seu nome foi um prato cheio para comparar com um modinha que tocava nos rádios fazendo sucesso a musica de Luiz Gonzaga. Um Peba na Pimenta, Seu Malaquias. A musica era mais ou menos assim : Seu malaquia preparou, cinco pebas na pimenta, para o povo de campinas , seu malaquias preparou mais de quarenta. Ai ai ai seu malaquia ai ai ta me dando um agonia. Messias se danava de raiva ao ouvir a musica , por isso que o apelido pegou logo. Saia da sua casa na esquina do papouco com um espaço de Lages grandes onde foi erguida a praça Deputado Gonçalo Tavares, para rua de baixo a procura do rio, passando na bodega de seu Aurélio aproveitava para comprar umas cocadas. Iria pescar se deliciando do doce de coco. Uma vara de pescar piaba na mão um bolo de grude na outra, pra isca e uns tocados no bolso. Logo na bodega de quem? Seu Aurelio que bulia com todo mundo, feito em mangar de Tonho Martim ,chamando de Gengibre, Ana de Traira e agora a chance, Messias de Malaquia. Chegando na venda de espírito desarmado, para comprar cocada pede exigindo, com seu jeito peculiar : Seu Orelo ero um mi reis de ocada. Seu Aurelio ri e faz que não entende para deixá-lo chateado. Como, malaquia?. Vai ligeiro veio chato, midá logo, essa orra de ocada. Seu Aurelio diz o ê, Ocada? Vai, dá logo. Seu Aurelio pra mangar diz:- Ome sua ocada malaquia. E começou a cantar: Seu malaquia preparou, cinco peba na pimenta.... Messias todo enfezado com o apelido, resmungou :- éro mais sua ocada de ôrno não, veio peste. Óte no seu ú seu orra, vá Omar no oreba. E saiu soltando fogo pelo nariz não quis nem mais pescar. Sorrindo do passado no tempo presente. Por Ciro machado.
Personagens Populares de Traipu ZE VERMELHO Quem não se lembra de Zé Vermelho, um senhor alto, branco, sempre de chapéu de palha de abas grandes, e com uma inteligência fora do comum. Suas respostas engraçadas saiam no improviso dentro do sentido das perguntas. Todas com um pouco de humor apesar de ser um homem sério. Era marchante de carneiro, e bodes, toda semana matava esses animas para seu comercio de porta em porta, ou no mesmo Itamarati onde sempre morou. Era também funcionário da Prefeitura Municipal, encarregado faxina da cidade. Secretario do da limpeza,pois varria as ruas calçadas, transportava e fazia tudo com o lixo, e ainda tomava conta do lugar que era depositado,pois todo resíduo produzido nessas ruas eram trancado de cadeado no cercado apropriado,para que crianças e outros não entrassem no recinto e adoecerem. Usava uma carroça de burro, com a mula conhecida “A Morena,” que obedecia às ordens dele cegamente. Ninguém entendia de peso de criação no olho mais que ele .De carneiro ,bodes etc., era só observar já sabia que peso dava. Numa ocasião estava dois amigos discutindo a arrobação dum carneiro, e Seu Zé Vermelho varrendo a rua, como de costume, concentrado no seu serviço que fazia com capricho. Como estava perto daquela discussão resolveram abordá-lo sobre o peso do animal. Seu Zé, eu digo que da quinze quilos, e esse cara aqui diz que da vinte, o senhor que acha, ele continuou calado atento aos serviço. Mas o rapaz insistiu –que acha seu Zé?: Nem olhou. Seu Zé Vermelho insistiu o mesmo, que acha?- Na bucha: - LIXO. Imagino no dia de hoje ele se consultando com a médica cubana. E chegando lá, com seu dia nada bom, aperreado falando que dói a cabeça. E antes de tudo ela educadamente complementá-lo:- Bom Dia -Holá! Com certeza saberia sua resposta:- é a de cima mesmo! Por Ciro Machado.
SOU TRAIPUENSE E ESTOU EXPERIMENTANDO ESSE BLOG.
ResponderExcluirMEU NOME É CIRO,E DESEJO MUITAS FELICIDADES AOS TRAIPUENSES.ABRAÇO A TODOS OS VISITANTES E USUÁRIOS.ESPERO QUE GOSTE,E MANDEM SEU RECADOS.
Ciro Machado
ResponderExcluirTRAIPU TERRA DA GENTE
CHICO DE TAL DE CAPIVARA
Essa foi Gustinho quem contou. O Prefeito da época não tinha feito quase nada por esse povoado, mas foi lá apresentar ao povo seus candidatos a prefeito e vice. Imagine quem foi? O comício começara sem maiores novidades, em cima de uma carroceria dum caminhão. Falou candidato a vereador, falou cabra eleitoral até deputado estadual. Esse deputado teria na eleição anterior colocado um caminhão de canos com a promessa de colocar água do rio, mas depois da eleição mandou pegar de volta. Os candidatos a prefeito e vice aguardavam a melhor parte, onde o atual pediria votos para eles. Era mão de figa, não gostava nem de dar bom dia ao povo, o vice pior, sujeito rico mas também da mesma fibra, numa deu uma bolacha seca a ninguém.Para iludir o povo colocou na propaganda a foto de frei Damião no meio. E com dizeres: que teria sido recomendado pelo frade capuchinho. Dizia a foto deles dois: Eu frei Damião peço o voto para essa chapa abençoada. O prefeito da cidade teria colocado uns meios fios dizendo que iria calçar Capivara, mas sempre foi sem sorte por parte desses políticos. Todos quando chegava época de eleição prometiam o mundo e depois esqueciam. O Chico do povo,uma espécie de líder, da platéia observava o trio junto bem na frente em cima da carroceria daquele caminhão. Esse cara com seus amigos estava preparado para acabar com aquela palhaçada. Lembrou: dos três meios fios que ele botou, dois arranquei duma re com meu jipe ,agora eles vêm pedir voto: ovo neles pessoal .Era imbu,ovo e sabugo de milho sendo arremessado naquela direção . Na carroceria do caminhão prefeito e candidatos se escondiam atrás dos outros e gritavam valei-me frei Damião, Ave Maria, toque o caminhão, motorista. Mas em vão a que o sabugo de milho ovo podre e imbu acertavam o grupo em cheio .Não teve frade nem padre nem ninguém que segurassem aquele povo revoltado com promessas e mentiras. Foi preciso o motorista partir ligeiro com o caminhão . Dizia o prefeito, deixa estar magote de peste vocês me pagam. Nem que a vaca me tussa, calço essa rua. Passada a eleição a dupla de candidato perdeu. E Deus mandou muita chuva para aquele povo sofrido daquele lugar. Houve fartura de água e cereais, muito pasto para o gado, e nunca mais eles pisaram em Capivara.
Por Ciro Machado
TRAIPU TERRA DA GENTE
ResponderExcluirCASOS DO FOLCLORE DO POVO
OFOGO CORREDOR
A noticia corria as ruas de baixo da cidade, sobre um fogo corredor que descia da Ladeira da Botija, em disparada pelo corredor do Saco das Pedras, até o alto da Boa sorte de seu Moisés.
O Guará dizia que o via sempre e já não se atrevia andar pela noite por aquele caminho. Arrodeava pelo alto da lagoa de seu Aurélio descendo pelos morro da lagoa da Fazenda de Maria Julia o Saco das Pedras quando ia vigiar o terreiro de arroz. Por outro lado o povo de seu Rival, também era encarregado da mesma fazenda mas só a visitava pelo dia, cuidando do gado. Quem viajava por ali e tinha que passar não deu muita crença a estória daquele fogo fátuo por que ainda não o tinha visto .Só aparecia quando o Rival de Guará ia para lá. Mas um dia eles tiveram que ir pela noite. Um fogo descia no lugar costumeiro correndo de estrada a fora.Ficaram por trás duma canasfiteira , com medo da presepada que descia de ladeira a baixo. Na passagem, bem escondido e protegido, viram um cara baixinho com um facho de xique xique aceso na mão correndo e soltando faíscas pelo corredor. Era o tal do Guará. Há filha da puta! Desmascarado com a descoberta da farsa, a dona o despediu.Teve que de imediato deixar a fazenda. Era plano de ele ficar sozinho tomando conta daquelas terras, muito produtivas com a cultura do arroz. A dona resolveu dar uma casa e algum dinheiro a sua filha de criação, e seu marido o Guará com isso e botou uma bodega ,de sobra comprou uma fóbica chamada andorinha. O carro antigo consumia muita gasolina chegando ao ponto de não poder mais agüentar o gasto. Um dia usou álcool com água e deu certo. Acho até que foi ele quem inventou o álcool hidratado veicular. Pra não quebrar de vez vendeu a casa a Aloísio Cabral, e foi botar uma padaria em Mata Limpa depois de Lagoa da Canoa. Seu Rival ficou tomando conta do Saco das Pedras. Luiz Tavares vivia de olho naquelas terras vizinhas da Boa Sorte. Um dia Maria Julia, viu que não tinha muito futuro no cultivo do arroz, por conta das barragens do rio, que não enchia mais vendeu a fazenda a Luiz Tavares. Poucos anos depois se acabava o plantio daquele cereal naquele lugar dando lugar para milho de silagem. O fogo corredor tinha virado cinzas e nunca mais correu por lá.
Por Ciro Machado
Ciro Machado
ResponderExcluirTRAIPU TERRA DA GENTE
CASOS DO POVO
Arroz de coco
Numa roda de amigos, a radiola na Praça do Tamarati com som baixinho deixava todos conversarem o que queriam. Quando faltava peixe comiam como tira gosto até gato de casa. Djalma preparava e ficava que nem galinha a cabidela. Gente pobre só conhece de comida, mesmo feijão com arroz, farinha e carne assada ou peixe-frito. Só o que enche o bucho. Por entre uma pinga e outra a conversa mudou de rumo, e o assunto de tira gosto passou para guloseimas.Começaram a falar de todo tipo de comida gostosa, mas claro diziam acompanhada de um pinga. Enjoado dessas comidas cotidianas, aquele Zé do Sespe,era freguês nas farinhadas, enaltecia uma panelada de carne de porco com muito toucinho, cozinhada na própria banha.”Meu prazer é depois de comer tudo do prato, impar.Dizia isso passando uma a mão no bigode sujo de gordura e outra na pança proeminente. Já um outro cara falava em churrasco de boi nelore sem ponta , regado a vinho branco,do mesmo jeito que o gaucho faz. Mas Lulu sem ter nada na cabeça para opinar sobre o assunto disse: bom mesmo é arroz de coco com fuçura. Todos riram, enquanto ele encabulado xingava um e outro. Por isso daí por diante o apelidaram desse nome, pegando fácil,e hoje já depois de tanto tempo, os amigos esqueceram seu verdadeiro nome. Surrado dos anos vividos de pinga e trabalho pesado, mesmo aposentado, atende cegamente pela alcunha que tornou-o muito conhecido. Ainda toma uma e outra, mas sempre sem o tira gosto de arroz de coco com fuçura.
Por Ciro Machado
Ciro Machado
ResponderExcluirTRAIPU TERRA DA GENTE
CASOS DO FOLCLORE TRAIPUENSE
Dizem que esse cara viveu em Traipu
Zé do Gabrié ao ver o pai de Ze o tal, perguntou você é filho adotivo? Ele disse não. Por que? Por que você é escuro e baixinho e seu pai alto e branco. Mas me desculpe pela minha curiosidade.
O cara conhecido como Neco ,então decidiu relatar a historia verdadeira de Zé de tal seu primo .
“O Tio Lu gostava de pescar na várzea,para arrumar a mistura do almoço. Era o lugar onde também tinha roça, plantando arroz naquela várzea vizinha ao rio Traipu. Todos os dias pescava naquela ribeira , ia com uma cuia de farinha semeando nas águas aquela iguaria para atrair piabas,. Assim que elas se juntavam carujando em circulo, ele jogava a tarrafa enchendo-a dos lambaris. Um dia, seu coração mandou ele lancear no pé dum rebentão lá perto da porta d água do farias. As marizeiras frondosas escureciam aquele lugar deixando uma sensação de medo, próprio para os peixes se esconderem de predadores, na tranqüilidade daquele ponto. Já era tarde, quase noite. Nem um pio de passarinho se ouvia ali que parecia meio tenebroso. Esse sombreamento era por causa das arvores, entrelaçadas entre aquelas marizeiras junto às maçanzeiras ,varagens e murtas. Alguma vez caia algum fruto delas, na água escurecida pela sombra, para um peixe qualquer que ali estivesse, se alimentar.Lá ele não quis jogar a isca de farinha. Pensou, chega de piaba, quero pegar um peixe maior, um ninquim ou mesmo surubim. Com capricho e força lanceou naquele lugar. A rede da tarrafa quando chegou no fundo tremeu pesando. Alegre bem devagar foi fechando aos poucos e puxando para fora d água. De repente a grande surpresa.Um ser parecido com um sapo ou um cagado . Arrastou pra terra e viu que o ser tinha feições humanas .Pensou é um peloco de nego d água. A criatura chorando que nem uma criança foi levado pra sua casa dentro de um bornal de lona, para ninguém na rua o ver. Sua mulher até então sem nenhuma criança ainda, disse vou criá-lo com carinho e amor..Assim fez. Foi criado como filho legitimo registrando e dando toda assistência de pais educando-o da melhor maneira. Pôs o nome de Zé, no tal. Depois de feito homem exibia seus talentos consertando tarrafas. “Assim termina a revelação da historia daquele cidadão traipuense que entre o et e o nego d’água , escolheu ser gente.
Por Ciro Machado
064-TRAIPU TERRA DA GENTE
ResponderExcluirNO SORRISO DO TEMPO
O NEGO D ÁGUA
Já contei uma outra estorinha de Tonho Bulachão, a do Birimbau, aquela que lhe deu uma lição de negócios e lhe fez ficar mais esperto.
Essa agora é sobre o Nego d água, lhe ensinou a nunca mais andar sozinho pelo rio, pilotando pra cima e pra baixo. Sua Chata Joelina era das canoas intermediarias, entre a de Tolda e a de Pescaria. Também da classe dela, a que mais corria no rio do Baixo São Francisco. Panos amarelos, canário, bem grandes com a bandeira Brasileira nos topos dos mastros. Quando vinha lá em frente à Lagoa Funda de Neco, há mais de seis quilômetros de Traipu, se distinguia e já sabia que era a de Tonho Bulachão pela elegância dos panos cruzados, em disparada deslizando por sobre as marulhada do rio.
Dava até para se ver o corte das águas na proa. Vi muitas vezes sair do porto do Sacão , fazenda de Rui Machado, carregada com arroz por cima, com água pelos cordões. Passava o verão todinho tirando todas as quintas feiras a colheita daquele produto, só daquela fazenda, chegando mais de duas mil sacas por safra. Ele era, dono, piloto ,vareiro e tudo mais, pois não precisava de ajudante para viajar, assim fez a vida toda, assim pensava.Sempre viajou só. Nas sextas feiras trazia de Propriá donde deixava o arroz nas indústrias, alem das coisas do Sacão, as feiras de muitos comerciantes de Traipu.Tonho , durante as viagens, quando tinha necessidade de ir na frente da canoa olhar alguma coisa, ou desamarrar alguma corda, prendia o leme na linha reta,amarrando nos ferros que atracava as bolinas e vinha sem preocupação, enquanto a Joelina como uma navalha partia as águas de um lado e outro deixando espumas flutuantes se desfazendo na sua passagem. Quando chegava a frente de Traipu, elee soltava o leme que fazia a volta pelo lado da Tabanga e vinha num bordo, tão deitado, chegando a mostrar todo fundo da canoa .Até águas entravam pelo lado da bolina arreada, antes de chegar no porto, tudo isso para se exibir, porque via muita gente olhando a sua chegada. Depois mostrar –se parrando , que era bom naquilo que fazia.
Outro dia, vindo de Propriá, com os panos em cruz, como sempre, era mais uma das viagens costumeiras. Precisou vim na frente desenganchar uma corda que prendia no moitão. Amarrou mais uns vez o cambão do leme, para segura-lo. Quando olhou para a popa, viu sentado, com olhos de fogo, fitando pra ele, um nego nu, dentes brancos da cor de leite, cabelos duros como espeto, e o corpo todo molhado, provando que tinha emergido da água, no lugar do comando da canoa. Tonho temeroso,com voz tremula, teve que gritar :- sai daí nego peste. O tal nem ligou. Mesmo arrepiado com aquela aparição, resolveu pegar a vara de desencalhar a canoa. Ela Sempre estava na frente. Futucou o nego com força e raiva ,que de um pulo de cabeça desapareceu na água mergulhando para o fundo, sumindo de suas vistas. Depois veio a popa resolvendo tomar conta do leme até chegar ao porto firme de Traipu. Dessa vez, sem recuperar direito o medo nem bordejou. Arriou os panos e encostou a canoa assim mesmo, subindo no barranco. O povo que estava na Tamarineira estranhou o jeito que aportou. Esse caso só contava a poucos, primeiro para não chamá-lo de medroso, e também achar que estava mentindo. Só sei que depois disso Tonho Bulachão arrumou um ajudante, o Geraldo Bode, que lhe fez companhia até o dia que se aposentou e vendeu a Joelina para ser lancha a motor. Lembrando o passado no Sorriso do tempo.
Por Ciro Machado
TRAIPU TERRA DA GENTE
ResponderExcluirCASOS DO POVO
PASSOU VERGONHA
Minha amiga filha dum cara rico, muito metida nunca deu valou aos jovens de sua terra. Dizia, gente pobre do interior, sem classe, nada de interessante, não quero. Ela era muito bonita, bem vestida, a mais cobiçada de todas, mas não dava bola pra ninguém. Certo dia no Cine Margarete, o conjunto de seu Nelson o Som Sete de Arapiraca veio fazer um baile, e um carinha de lá da terra do fumo, feito uma praga chegou junto do mesmo, era conhecido deles, um penetra , o tipo piolho. Bem vestido dizendo fazer parte do Grupo, foi alvo da cobiça das mocinhas que estavam naquele salão. A mais bonita, essa metida, tomou a vez da outras se oferecendo a ele. Ele até tinha uma boa aparência, muito conversador, extrovertido, o tipo “entrão”, se dizia empresário. Ela namorou a noite toda, muito empolgada, com o tal. Dançou aos beijos curtindo uma grande paixão. Nós rapazinhos roendo couro, morrendo de inveja. Mas como sempre um dia é da caça e outra do caçador. A nossa conterrânea ansiava para reencontrar seu amor em Arapiraca, queria até conhecer a família dele. Foi um dia a Arapiraca, pensando encontrá-lo, pelo comercio, lugar comum onde todos passeiam e fazem compras. Ela sentada no bar da Neta, que era ponto do povo de Traipu, corria a vista em todos que passava para ver se o via, mas sempre em vão. Tinha ido com sua irmã que a chamou para irem à sorveteria Pingüim ,na praça Marques, lugar de convergência de muita gente, tomar um sorvete, e quem sabe por lá encontrar o seu príncipe, que ansiosa não via a hora de abraçá-lo. De lá da sorveteria, seus olhos sondavam os cantos , caçando-o em todos os jovens que por ali passavam. Já cansada de tentar, em vão enquanto saboreava um sorvete, de repente uma voz familiar dizia: - Senhor vai engraxar os sapatos, só cobro um conto. Aguçando o ouvido, atinou de onde vinha aquela voz já conhecida. Viu seu amor com uma caixa na mão. Escondendo-se do tal ,com o rosto baixo de vergonha, não imaginou que aquele cara que se dizia empresário, era dono duma simples caixa de engraxate e ganhava a vida, dando brilho no lambe- lambe do couro dos sapatos dos clientes, com a língua de sua flanela. Desistiu de seu empresário e depois casou-se com um político.
Por Ciro Machado
23 July, 2013
ResponderExcluirPartilhar
NEGRO DÁGUA II
Corria a noticia que o Negro d água estava aparecendo nas "pedras do banheiro dos homens ", da beira do rio da Rocheira. Disseram que umas mulheres quando foram lavar roupa perto daquelas pedras às quaro da manhã, viram o bicho grande preto de cócoras despido em cima de uma pedra. Elas gritando com histerismo, horror e desespero espantaram o danado, que pulou na água de cabeça deixando visível a silueta nua da sua bunda escura e cabeluda . Saíram daquele lugar se benzendo, fazendo sinal da cruz, pra nunca mais voltar. Deixaram amanhecer bem o dia e só foram lavar as roupas quando tudo estava bem claro, mais afastado um pouco das pedras perto da bomba da cascata. Passado algum tempo o caso anda e vira está vivo nas lembranças de quem vai pras bandas do rio cedinho que fica com receio de encontrar o tal personagem. Também nas madrugadas segundo Carlos Sena que sempre alertava pela radio de Traipu, contando o caso de uma "mulher do véu "que corre em terra perto da beira do rio perseguindo pescadores. Mas o Negro d água, é como peixe, vive dentro do rio. Conversando com algumas pessoas, umas dizem que existem, outras não. Eu de minha parte acredito. Foi aí que contei da aparição nos fundos do bar do Carmo, desse Negro que assustou as mulheres naquela madrugada. Gilvan Matos disse que pôs um investigador do caso. Ele de madrugada cheio de coragem para enfrentar e medo também para correr, foi no lugar da aparição e eis que estava lá do mesmo jeito. Pigarreou com a goela assustando-o. O bicho pulou na água de cabeça, por um instante sumiu, mas voltou. Não deu outra, o negro d água das madrugadas era Ze Dudu, que todos os dias vai tomar banho despido atrás do bar dele. Sorrindo do passado no tempo presente.
Por Ciro Machado
23 July, 2013
Partilhar
NEGRO DÁGUA II
Corria a noticia que o Negro d água estava aparecendo nas "pedras do banheiro dos homens ", da beira do rio da Rocheira. Disseram que umas mulheres quando foram lavar roupa perto daquelas pedras às quaro da manhã, viram o bicho grande preto de cócoras despido em cima de uma pedra. Elas gritando com histerismo, horror e desespero espantaram o danado, que pulou na água de cabeça deixando visível a silueta nua da sua bunda escura e cabeluda . Saíram daquele lugar se benzendo, fazendo sinal da cruz, pra nunca mais voltar. Deixaram amanhecer bem o dia e só foram lavar as roupas quando tudo estava bem claro, mais afastado um pouco das pedras perto da bomba da cascata. Passado algum tempo o caso anda e vira está vivo nas lembranças de quem vai pras bandas do rio cedinho que fica com receio de encontrar o tal personagem. Também nas madrugadas segundo Carlos Sena que sempre alertava pela radio de Traipu, contando o caso de uma "mulher do véu "que corre em terra perto da beira do rio perseguindo pescadores. Mas o Negro d água, é como peixe, vive dentro do rio. Conversando com algumas pessoas, umas dizem que existem, outras não. Eu de minha parte acredito. Foi aí que contei da aparição nos fundos do bar do Carmo, desse Negro que assustou as mulheres naquela madrugada. Gilvan Matos disse que pôs um investigador do caso. Ele de madrugada cheio de coragem para enfrentar e medo também para correr, foi no lugar da aparição e eis que estava lá do mesmo jeito. Pigarreou com a goela assustando-o. O bicho pulou na água de cabeça, por um instante sumiu, mas voltou. Não deu outra, o negro d água das madrugadas era Ze Dudu, que todos os dias vai tomar banho despido atrás do bar dele. Sorrindo do passado no tempo presente.
Por Ciro Machado
Curtir · · Seguir (desfazer) publicação · Compartilhar · 25 de agosto às
CASOS DE TRAIPU
ResponderExcluirDEZESETE
João de Dinha era viciado no jogo do bicho. Todos os dias O encarregado de marcar o jogo levava as apostas para o cambista de Arapiraca responsável pela bancada região. Logo cedo trazia o dinheiro do resultado da aposta de quem conseguiu ganhar, e novos talões de novas apostas. O bicho se jogava abertamente em todos os lugares, sem proibição.
Muitos sonhavam com animais da roleta ou coisas que representassem os bichos do jogo, para efetuarem suas fezinhas. João de Dinha tinha uma oficina de serralharia na rua que descia para o Banco do Brasil que ficava no papouco. O assunto que rolava lá era sobre o jogo do bicho .
Sonhara com o macaco, dezessete. O cambista nunca deixava de passar por lá, já era freguês porque apostava muito dinheiro. Tinha ganhado uma boa bolada nesse dia. Reinvestiu tudo alem de um capital recebido adiantado para compra de ferragem das encomendas dos portões dos fregueses. Sabia que daria macaco. Tinha tanta certeza que se tivesse mais capital apostaria. Por onde andava via sinais que apontavam o macaco, por exemplo, carros no macaco para troca de pneus. Até um menino passou vendendo um sagüi por sua porta. Não tinha com dar diferente pensava. Ha se tivesse mais dinheiro quebraria dessa vez o banqueiro! Achava e dizia vou ganhar uma grana preta ,vou trocar o meu fusquinha noutro mais novo.
Jogo é coisa de usura, onde um perde para outro ganhar. Não existe fiel em jogo, um desce para outro subir. Na Radio do Comercio do Recife saiu o resultado. Não deu macaco. Foi a um barzinho na beira do rio estava triste. Queria amargar sua derrota, na bebida. O irmão de Dilma, Dezessete do finado Besta, já estava lá no mesmo bar,na cachaça por ter perdido suas economias naquele jogo. Tinha apostado, no Burro.
Por Ciro Machado
TRAIPU TERRA DA GENTE
ResponderExcluirCASOS DO POVO
QUESTÃO DE CULTURA I
UMA ALMA PENADA
Os políticos sempre nomeavam pessoas para cargos importantes do lugar, pela quantidade de votos que poderiam arrumar. Delegados, Vereadores, Fiscais , até Juiz de Paz, teriam que mostrar serviço nas eleições. Nunca se importavam com a cultura o conhecimento ou mesmo a inteligência do individuo. Quanto mais burro melhor para ser mandado, e ficar alienado. Assim com esse pensamento arrumaram o Juiz de Paz de Traipu. Esse seria o senhor dotado de obediência para resolver as questões pendentes do lugar.
Quando Salomão ainda muito jovem foi governar os Judeus, pediu a Deus sabedoria, para agir com justiça. Mas isso nosso juiz em pauta desconhecia, por esse motivo coitado dos traipuenses que se metessem em encrencas.
D. Pedro II quando visitava Traipu na sua passagem para a cachoeira de Paulo Afonso, desceu e pernoitou em nossa terra. Conversou com os dirigentes, passeou e pensou agora vou conversar com um homem sábio, o Juiz de Paz, aquele que dotado de sabedoria resolve com justiça as contendas do lugar. Com seu jeito peculiar e inteligente de imperador, procurando saber a população de habitantes perguntou-lhe: - Senhor Juiz gostaria muito de saber quantas almas habitam em Traipu? Rindo, para não assustar o rei que dormiria no sobrado da casada câmara e cadeia, respondeu: apenas uma. D. Pedro lhe deu um titulo que ele pensou ser um elogio “Estupidez Personific
TRAIPU TERRA DA GENTE
ResponderExcluirCASOS DO POVO
QUESTÃO DE CULTURA II
OS CAVALOS DO IMPERADOR
Ainda quando D. Pedro II chegou a Traipu a bordo do navio de sua frota, o Pirajá, as mocinhas do lugar estavam ansiosas, queriam visitar o navio, e conhecerem os detalhes de perto.Tinham ouvido pelas parede, dizer que esse navio era muito potente e tinha mais de sessenta cavalos. Elas mesmas ajudaram na recepção calorosa do D. Pedro, com capricho e muito brilhantismo. Por Isso se acharam no direito de subirem no navio. Mas eram limitadas em seus conhecimentos, ficaram muito curiosas a respeito da potencia do Pirajá. Queriam descobrir o lugar dentro do navio onde estavam abrigados os cavalos do Imperador. Já tinham o percorrido de popa à proa e não ouviram nenhum relincho de animal. Não descobriram o que queriam ver, afinal era seu objetivo. Impacientes perguntaram ao próprio D. Pedro, onde estavam os cavalos do barco? Sua excelência, o imperador foi lhes mostrar a caldeira e rindo de tamanha inocência disse:- estão escondidos ai dentro.
Por Ciro Machado
TRAIPU TERRA DA GENTE
ResponderExcluirCASOS DE TRAIPU
QUESTÃO DE CULTURA III
HETEROXESUAL
Vereador moralista, mulherengo ao extremo, às vezes beijava as meninas desconhecidas e para justificar o seu ato de perversão, se elas achassem ruim, dizia sou um homem publico. Não sei onde arrumou essa frase, mas na ponta da língua se desculpava das suas armadas. Era analfabeto, bastante conversador metido a sabido, intermediando muitas coisas para seus eleitores. Um dia um cara da sua relação o viu dando uma de gostosão em cima dum grupo de garotas. Chegando bem perto disse as meninas, tai esse seu fulano vereador, um cara trabalhador, honesto e ainda por cima heterossexual.
Como uma fera ferida, envergonhado daquela ultima palavra, replicou contra seu amigo: - Que amigo você é? Respeite-me, sou um homem publico vereador de mais de um mandato e nunca fui desmoralizado por ninguém, para você vim me chamar de bicha. Viado é seu pai, o corno que sua mãe amansou. As moçoilas riam da inocência do tal, enquanto o outro de fininho saia às pressas para não apanhar.
Por Ciro Machado
Ciro Machado
ResponderExcluirTRAIPU TERRA DA GENTE
CASOS DO POVO
O PENETRA URUBU
O penetra Urubu, assuntou onde seria a farra. Ouviu a conversa perto de Zé Luiz. Na hora marcada, chegou de mansinho. Os caras para não serem mal educados o deixaram. Mas quando vinha o prato de galinha, Urubu pegava a melhor parte. Alias, comia quase tudo, deixando os ossos no prato. Não dava vez a ninguém. Sem educação e egoísta ao extremo, só ele queria o melhor.
Na hora de pagar a conta, quando o pessoal a pedia ao garçom, ele dizia vou ao banheiro e dava o fora, arrumando uma desculpa depois.
Um perturba, sem confiança, alem de comer o frango quase todo, ainda saia depois falando besteira.Já costumado na malandragem. Numa gulodice tamanha não parava a boca. Ele mesmo pedia mais galinha de capoeira. Escondido pediram uma garrafada de pimenta caseira.Aproveitaram no momento que ele foi ao banheiro, para despejar o conteúdo daquele molho de pimenta, que estava acima de meio. Quando voltou foi logo abocanhando uma cocha, daquela farofa com carne. Esperaram achar ruim, fazer cara feia, oureclamar,para servir de lição.Mas aconteceu o contrario. _Como vocês adivinharam que eu gostava de muita pimenta na farofa. Ninguém conseguiu comer a não ser ele que lambia a colher cada vez que a levava a boca. Os outros desistiram da galinha, se contentando com pilombetas fritas
.Por Ciro Machado
106- TRAIPU TERRA DA GENTE
ResponderExcluirSORRINDO DO TEMPO
MALAQUIA
Messias de Tonho Mata Grande sempre teve dificuldade com a dicção quando criança.era respondão e não levava desaforo pra casa, não tinha papas na língua apenas engolia algumas silabas. Seu nome foi um prato cheio para comparar com um modinha que tocava nos rádios fazendo sucesso a musica de Luiz Gonzaga. Um Peba na Pimenta, Seu Malaquias. A musica era mais ou menos assim : Seu malaquia preparou, cinco pebas na pimenta, para o povo de campinas , seu malaquias preparou mais de quarenta. Ai ai ai seu malaquia ai ai ta me dando um agonia. Messias se danava de raiva ao ouvir a musica , por isso que o apelido pegou logo. Saia da sua casa na esquina do papouco com um espaço de Lages grandes onde foi erguida a praça Deputado Gonçalo Tavares, para rua de baixo a procura do rio, passando na bodega de seu Aurélio aproveitava para comprar umas cocadas. Iria pescar se deliciando do doce de coco. Uma vara de pescar piaba na mão um bolo de grude na outra, pra isca e uns tocados no bolso. Logo na bodega de quem? Seu Aurelio que bulia com todo mundo, feito em mangar de Tonho Martim ,chamando de Gengibre, Ana de Traira e agora a chance, Messias de Malaquia. Chegando na venda de espírito desarmado, para comprar cocada pede exigindo, com seu jeito peculiar : Seu Orelo ero um mi reis de ocada. Seu Aurelio ri e faz que não entende para deixá-lo chateado. Como, malaquia?. Vai ligeiro veio chato, midá logo, essa orra de ocada. Seu Aurelio diz o ê, Ocada? Vai, dá logo. Seu Aurelio pra mangar diz:- Ome sua ocada malaquia. E começou a cantar: Seu malaquia preparou, cinco peba na pimenta.... Messias todo enfezado com o apelido, resmungou :- éro mais sua ocada de ôrno não, veio peste. Óte no seu ú seu orra, vá Omar no oreba. E saiu soltando fogo pelo nariz não quis nem mais pescar. Sorrindo do passado no tempo presente.
Por Ciro machado.
Personagens Populares de Traipu
ResponderExcluirZE VERMELHO
Quem não se lembra de Zé Vermelho, um senhor alto, branco, sempre de chapéu de palha de abas grandes, e com uma inteligência fora do comum. Suas respostas engraçadas saiam no improviso dentro do sentido das perguntas. Todas com um pouco de humor apesar de ser um homem sério. Era marchante de carneiro, e bodes, toda semana matava esses animas para seu comercio de porta em porta, ou no mesmo Itamarati onde sempre morou.
Era também funcionário da Prefeitura Municipal, encarregado faxina da cidade. Secretario do da limpeza,pois varria as ruas calçadas, transportava e fazia tudo com o lixo, e ainda tomava conta do lugar que era depositado,pois todo resíduo produzido nessas ruas eram trancado de cadeado no cercado apropriado,para que crianças e outros não entrassem no recinto e adoecerem. Usava uma carroça de burro, com a mula conhecida “A Morena,” que obedecia às ordens dele cegamente. Ninguém entendia de peso de criação no olho mais que ele .De carneiro ,bodes etc., era só observar já sabia que peso dava. Numa ocasião estava dois amigos discutindo a arrobação dum carneiro, e Seu Zé Vermelho varrendo a rua, como de costume, concentrado no seu serviço que fazia com capricho. Como estava perto daquela discussão resolveram abordá-lo sobre o peso do animal. Seu Zé, eu digo que da quinze quilos, e esse cara aqui diz que da vinte, o senhor que acha, ele continuou calado atento aos serviço. Mas o rapaz insistiu –que acha seu Zé?: Nem olhou. Seu Zé Vermelho insistiu o mesmo, que acha?- Na bucha: - LIXO. Imagino no dia de hoje ele se consultando com a médica cubana. E chegando lá, com seu dia nada bom, aperreado falando que dói a cabeça. E antes de tudo ela educadamente complementá-lo:- Bom Dia -Holá! Com certeza saberia sua resposta:- é a de cima mesmo!
Por Ciro Machado.